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PRLOGO:

Imagine aquele alvio que voc sente quando depois de horas sem beber
gua algum lhe oferece no um copo, mas quanto voc puder beber da gua
mais fresca e cristalina que existe... Era isso que Harry Potter e
Wilhemina Fischer sentiam depois de seis anos sem se ver, agora que
estavam juntos e podiam ficar juntos o tempo que pudessem e desejassem.

Harry estava formado em Hogwarts j h cinco anos quando Draco Malfoy
lhe deu o paradeiro da sua amada e desmemoriada Willy, e ele voou para
l com a moto que pertencera a Sirius e a levou embora, mesmo no
sabendo muito bem para onde iriam. Ele a esperara, mesmo sem sentir, por
tempo demais para pensar nestes detalhes. Ele simplesmente queria ficar
com ela, de preferncia pelo resto da vida... nem notou direito como era
o bar de onde a havia retirado... nem quem estava por l.

Depois que estavam longe foi que Willy lembrou-se que no podia deixar o
deserto antes de dar uma satisfao aos seus empregadores... e eles
precisaram procurar um hotel por l para passar o fim de semana, afinal
ele chegara numa sexta feira, teriam de esperar o sbado e o domingo...
e  justamente na manh de sbado que vamos encontr-los, deitados
abraados enquanto Harry conta a ela pela milsima vez o que acontecera
em Hogwarts enquanto ela estivera fora.

HARRY POTTER E O SIGNO SINISTRO

FANFIC POR ALINE CARNEIRO - CONTINUAO DA SRIE PROMETEU

CAPTULO 1- MANH NO DESERTO DE NEVADA

        Harry tentava pacientemente desenrolar um cacho do cabelo de Willy, que
assim que ele largava se enrolava de novo, enquanto ela, debruada sobre
ele, brincava com seus culos, que ele finalmente tirara. De vez em
quando ele olhava o rosto embaado dela e sorria, e ela lhe sorria de
volta. Estavam deitados numa cama estreita com lenis meio amarelados
de um hotel de beira de estrada, o nico que haviam encontrado na noite
anterior. O sol entrava preguiosamente pela janela, era uma manh de
julho ensolarada, como no podia deixar de ser em um deserto. Passava
das dez da manh, mas eles no pareciam dispostos a levantar-se. Pondo
os culos dele, como faria uma criana levada por brincadeira, ela
perguntou:

- E porque afinal de contas voc se tornou amigo da lesma do Malfoy?

- Willy... ser que voc vai querer que eu conte tudo de novo? - Ele
tirou os culos dela e enfiou de novo no rosto, estava cansado de v-la
embaada.

- Por favor... eu adoro ouvir voc contando... principalmente a parte do
Drago - ela sorriu de forma irresistvel, e ele sentiu novamente aquela
onda de alegria que j esquecera que podia sentir quando ela sorria para
ele. Pacientemente ele comeou a recordar como fora seu ltimo ano em
Hogwarts:

- Bem, tudo comeou nas frias, Sheeba me avisou que algum estava
fazendo um vodu para mim... mas eu na verdade no me importei muito, at
o dia que eu me descuidei e apareceu a ferida no meu brao. Doeu muito -
ele sempre dizia isso para comov-la, mas ela ficou quieta. - Eu disse
que doeu muito!

- Tadinho... - ela disse ironicamente

- Bem, eu no sabia quem podia ter sido, parecia idiota o Voldemort me
fazer um Vodu.

- E  mesmo, Vodu  coisa de bruxo pattico!

- , mas seu namoradinho sabia de tudo... depois o Malfoy me disse.

- Ah, Harry, quantas vezes eu tenho que dizer que eu no gostava do
Troy? E voc fala como se no tivesse ficado noivo daquela escocesa
horrorosa...

- Isso no vem ao caso, Willy... Bianca foi um erro.

- Um erro bem grande...cinco anos. 

- No vamos mais falar neles, ok?

- Voc comeou... mas voltando ao assunto, como voc descobriu que o
Malfoy fizera o Vodu?

- Ele voltou esquisito das frias, disse que queria ser meu amigo! Eu
senti muita raiva dele, eu no sabia, mas no fundo o Vodu era coisa do
Voldemort, ele sabia que a nica forma de um vodu dar certo  se houver
um elo de dio entre as duas pessoas... E o sujeito que ensinou vodu
para o Draco havia feito um feitio para aumentar o dio que j existia
entre ns dois. Mas a verdade era que Draco no queria me fazer mal.

- Eu no acredito que ele fez isso tudo por causa de Sue. 

- Ele fez mais. Eu fui realmente muito rude com ele, ele ficou com tanta
raiva que decidiu usar o Vodu... mas na hora H ele lembrou que s fora a
Nova Iorque para poder ficar com ela e acabara caindo numa armadilha, e
depois de se sentir pssimo, resolveu confessar tudo.

- E a?

- Foi horrvel, Willy. O julgamento dele foi uma das coisas mais tristes
que eu vi na minha vida... o vendido do Fudge fez um discurso hipcrita
e o levou, depois que quebraram a varinha dele... eu nunca me esqueci
como tudo pareceu injusto depois que ele realmente estava arrependido.
Mais tarde, eu tinha destrudo o boneco e desci para fazer algo, no
lembro direito o que, no salo, quando dei de cara com ele e Sue... ele
estava chorando.

- No  para menos - Willy estremeceu um pouco - eu morreria se soubesse
que meus pais viraram comida de errantes.

- Quando acabou tudo e os Aurors entraram na cripta, todos os corpos
haviam sido devorados. Pelo menos a me dele morreu antes dos errantes
pegarem-na...

- Que horror.

- Ele me disse tudo que havia acontecido, e me ajudou a pegar o Canino
para o Hagrid. Bom cachorro, morreu de velhice no incio do ano, Hagrid
est criando um filhote de co irlands, eu te disse?

- Disse. Ele tem cuidado bem de Siegmund?

- Como se fosse um filho. Hagrid sempre limpa a plaquinha com seu nome
na mesa da Sonserina. - Willy sorriu - Ele adora voc, imagina quando
voltarmos e ele te ver de novo.

- Pare de me enrolar e conte logo esta histria, Harry Potter...

- Voc que fica me interrompendo, Willy. Bem, depois, Dumbledore pegou o
chapu seletor e nos disse que deveramos libertar a sentinela para que
ela lutasse com os errantes. E o chapu nos escolheu.

- Voc, Mione, Rony (sempre os trs, no tem jeito), Sirius, Neville
(esse sim eu achei uma surpresa), Malfoy e meu pai - Uma sombra passou
pelo rosto de Willy, que Harry acariciou, tentando faz-la sorrir
novamente.

- Bem, Willy, eu no sei direito como Neville e Mione pegaram o escudo,
mas teve a ver com sementes... s Sirius sabe contar como ele fez o
guardio da espada rir a ponto de cuspi-la, ele te conta quando
voltarmos a Hogwarts...

- Ah, j sei disso, fale-me do Drago.

- Ah, Fdias, o Drago da Luz... bem, foi relativamente fcil descobrir
o enigma que o cadeado mgico props, mas depois que entramos na caverna
e descemos at o fundo, no conseguamos enxergar um palmo na frente do
nariz. E j estvamos quase brigando.

- Novidade.

- Fique quieta! Bem, eu achei uma inscrio na parede, e quando a li ele
acordou... Willy, eu j vi muitos drages depois que me formei, e tinha
visto outros antes... mas nada se compara com um drago da luz
acordando... sabe quando a lua sai detrs de uma nuvem?  assim.  lindo
demais, eu pus no meu pensieve, eu te mostro quando ns formos pegar as
minhas coisas na Alemanha, ainda no desfiz meu apartamento e ... - ele
queria desviar o assunto da morte do pai dela, mas no conseguiu

- Harry, eu quero que voc conte tudo. - ela disse sria, pensando em
Atlantis

- Quando ns samos da caverna e sobrevoamos Hogwarts e Hogsmeade eu
cheguei a pensar que tudo estava perdido, que eles conseguiriam, Willy.
Toda vegetao  volta de Hogwarts estava morta, e o escudo que a
protegia no parecia forte o bastante... sobre Hogsmeade nevava, havia
uma nuvem negra formada pelos dementadores. Quando eu desci do Drago,
soube que algo sara errado... ento, ele apareceu.

- Luccas Lux.

- O guerreiro da Luz, ele era completamente cego, mas isso no fazia a
menor diferena, porque mesmo no nos enxergando, parecia poder ver
atravs da gente. Ele disse o que aconteceu com seu pai.

- Ele morreu para libert-lo - os olhos de Willy comearam a brilhar com
as lgrimas que se formavam neles. Harry estendeu a mo e enxugou-as,
aninhando a cabea dela em seu peito por um tempo, at que ele pediu que
ele continuasse contando.

- Ns guardamos corpo dele na capela onde o guerreiro repousara. Sirius
foi para Hogsmeade sondar o ambiente e acabou ajudando Silvia Spring e
Lupin a prenderem os Dementadores no reino das fadasombras.

- Como Silvia e Lupin apareceram l, Harry?

- Mario Murad os avisou, ainda bem, no acha? Bem, o fato  que desde
ento sobrou s um dementador

- Que acabou sugando a vida do tal do perebas... e depois sumiu.

- Isso. Bem, simplificando: os comensais da morte acabaram me pegando. E
me levaram para Voldemort. Ele queria me convencer a me tornar seu
"herdeiro", disse que o nico herdeiro homem dele havia morrido.

- Isso que eu no entendi... ser que ele tem alguma herdeira?

- Isso ns nunca vamos saber. Quando ele viu que no me compraria,
decidiu que era a hora de me matar... mas antes quis trocar de lugar
comigo, possuir meu corpo com 17 anos. Mas obviamente ele no ia trocar
de corpo comigo tendo aquele corpo semi-humano cheio de poderes das
trevas. E voltou a ser Tom Riddle novamente.

- Voc chegou a ver a cara dele?

- J disse que no, Willy. Ainda bem que Dumbledore me salvou, os outros
estavam ocupados, Draco havia sido pego por aquela cobra horrvel,
estava morrendo, Rony tinha sido pego por sua tia

- No acredito que Tia Artmis virou vampira... incrvel do que esse tal
de Caius Black  capaz.

- Ele foi legal, mostrou aos outros onde era o pavilho. Mas no era
legal o suficiente para aderir ao lado do bem. Mas voltando ao assunto,
Dumbledore desmemoriou Voldemort e levou-o para algum lugar incerto e
insabido... mais tarde ele me disse que o deixara com algum que tinha
afeto por ele. A cobra tambm sumiu, parece que foi solta num lugar
selvagem. Depois que tudo estava sob controle, ainda retornamos para o
castelo e ajudamos a manter o escudo at a tarde, quando tudo finalmente
acabou...

- E depois?

- Ah, eu j te disse que Luc ficou conosco no castelo por mais ou menos
um ms, que estava apaixonado por Hermione, mas nem eu sabia disso, e
que ele foi embora para cuidar de Azkaban porque ela disse "no" a ele.

- Incrvel essa histria dos cheiros - ela cheirou o prprio brao - a
que ser que ele diria que eu cheiro?

- No sei nem quero saber, jamais a deixaria solta ao lado do charme do
velho Luc... pode no parecer, mas eu sou bem ciumento, e no conheo
sujeito mais mulherengo.

- Kakaka - Willy riu e ele sentiu de novo a onda de alegria, a risada
irritante dela era a melhor coisa para se ouvir naquela manh.

- O meu nico receio  que algum um dia pode soltar aquilo que est sob
o pavilho da runa dos Corvos. O Sombrio. Me assusta lembrar que Luc me
disse que o Sombrio era muito mais velho e forte que ele. Se Luc matou
sozinho vinte mil errantes, do que o Sombrio ser capaz?

- Esquea isso, Harry.

- Voc disse a palavra mgica que vale um beijo. Me beije para que eu
possa esquecer. - ela debruou mais sobre ele e eles se beijaram
longamente.

----

        Algum tempo depois, eles resolveram que era hora de levantar-se e comer
alguma coisa. Eles saam do quarto do hotel e encaminhavam-se para a
lanchonete ao lado quando Harry viu uma coruja vindo na direo de onde
estavam. Ela largou sobre ele uma carta e desapareceu. Ele olhou srio
para o envelope e o abriu. No havia nada escrito no pergaminho, apenas
um smbolo desenhado: Um braso com um co negro e ameaador pisando uma
caveira. Atrs a silhueta de uma rvore com um enforcado, contra um
fundo vermelho

- Credo, Harry! O que  isso?

- Isso - Harry procurou parecer casual -  o signo sinistro...
simbologia antiga, estudei no curso na Alemanha.

- E o que isso significa?

- Que algum est me ameaando de morte. - Ele disse, como se fosse a
coisa mais banal do mundo.

 

CAPTULO 2 - LAS VEGAS

        Harry tentava convencer Willy que no tinha nada demais ser ameaado de
morte, afinal era agora um Auror conhecido, mesmo sendo recm formado, e
essas ameaas eram comuns na vida de um bruxo que escolhia esse caminho.
Estavam sentados na lanchonete e diante deles o caf da manh esfriava:

- Willy, estamos vivendo um tempo de relativa paz, mas sempre tem algum
cultivando as artes das trevas... Olho Tonto Mood recebe umas cem dessas
por ms.  normal para um Auror.

- No me venha com essa, Harry. Quantas dessas voc recebeu? 

- Ah, essa  a primeira, mas eu ainda no tenho inimigos reais. Ainda
estou na minha viagem de formatura... quer dizer, no pode ser ningum
ligado a Voldemort, todos os que eram ligados a ele esto presos ou
mortos. Para falar a verdade eu acho que sei quem me mandou essa carta.

- Quem?

- Acho que voc no vai gostar da histria... tem a ver com Bianca.

- Tinha que ter essa criatura no meio...

- Ela no  causa direta de nada, Willy. Bem, quando eu estava no
terceiro ano, fui visit-la no meio das frias, ela estava no Japo, com
o pai. - Willy fez uma cara pssima - Bem, o pai dela fabrica brinquedos
mgicos, miniaturas, essas coisas... e havia algum usando os brinquedos
dele para matar pessoas.

- Matar pessoas?

- , exatamente. Olho Torto Moody estava atrs dele h muito tempo...
mas ningum sabia quem era, ou porque estava matando trouxas
aleatoriamente. Foi Bianca que descobriu. Era um funcionrio do pai
dela, um Japons chamado Nagashi Ikeda.

- E o que voc tem a ver com isso.

- Eu o capturei. Bianca no sabia o suficiente sobre combate contra
objetos animados. Foi uma luta at fcil. Mas depois de um ano preso ele
fugiu. A priso Japonesa no  to segura como Azkaban, porque nunca
houve um grande bruxo das trevas oriundo do Japo. Ele estava
desaparecido, mas agora que no estou mais debaixo da proteo do
Professor Fernandez, provavelmente ele vem atrs de mim.

- E voc fala isso com essa tranqilidade...

- O que voc esperava? Lembra quantas vezes tentaram me matar at eu
terminar Hogwarts?

- Ah, Harry, ser que a nossa vida toda vai ser assim? - Ele riu e
estendeu a mo sobre a mesa, pegando a dela.

- Willy, s surge um maluco poderoso como Voldemort a cada sculo... no
se preocupe com sujeitos como esse japons... para casos assim eu estou
perfeitamente preparado... agora, trate de comer seu caf da manh.

------

        Algumas horas mais tarde, Harry cismou que queria conhecer Las Vegas.
Willy sentiu-se aborrecida, porque no queria encontrar o ex-namorado,
que provavelmente estaria curtindo a temporada de frias da Liga
Americana de Quadribol por l.

- E o que tem demais nisso? - Harry insistiu - Vocs se separaram h
cinco anos, e ele at j casou com outra. Nada mais natural que voc
tambm esteja em com outro.

- No  isso. No gosto de encontrar com ele, a mulher dele me odeia
desde o tempo da Desert Stone 

- Nome idiota para uma escola.

- Ah, Harry no comea.

- Vamos, Willy... eu preciso continuar minha viagem de formatura, vou
assumir minha primeira misso a partir de segunda feira. At l quero
pelo menos conhecer algum lugar divertido.

Harry venceu-a pelo cansao. Depois de arrumarem as coisas na moto e
pagarem a conta no hotel, Harry transfigurou as roupas de ambos em
trajes de motoqueiros e eles partiram rumo  cidade do jogo, indo pela
estrada porque estava cedo demais para voar, mas Harry aparatou logo a
moto na entrada de Las Vegas. Aprendera a fazer isso sem querer e agora
achava que realmente era muito til.

Era o comeo da Noite e a cidade se iluminava para receber os trouxas
que iam perder todo seu rico dinheiro nos cassinos da cidade. Bruxos
normalmente no viam muita graa em jogar em cassinos porque era muito
fcil para eles ganhar, era s querer. Mas as outras coisas que Las
Vegas oferecia eram muito interessantes. Logo que chegaram, Harry
procurou um caa nqueis e ps um centavo de dlar nele. Com um giro de
manivela e um discreto feitio ele ganhou quase trezentos dlares, o que
Willy reprovou.

- Nem vem que no tem, sei que essas mquinas roubam dos trouxas...
estou sem dlares trocados e estamos no mundo dos trouxas. Nem imagino
onde haja uma filial do Gringotes... - Willy ria diante das explicaes
furadas que ele ia dando, conforme iam entrando no saguo do hotel, no
tinham reservas, mas ele daria um jeito para que se hospedassem.

- Senhor e senhora? - Perguntou um trouxa magricelo na recepo.

- Potter - Harry disse muito srio - reservamos a sute de lua de mel -
ele fez um ligeiro movimento com a varinha dentro do bolso enquanto o
homem consultava a lista de reservas no terminal de computador.

- Lamento, senhor, a suite de Lua de Mel est reservada para o senhor
Jackson Smith e esposa.

- No  possvel - disse Harry exasperado - consulte de novo - fez um
movimento mais forte com a varinha e murmurou qualquer coisa ao que o
recepcionista disse um "Oh!"

- Mil perdes, Senhor Potter! Realmente errei ao fazer a consulta -
Harry sorriu - o rapaz vai lev-los  sua suite.

Enquanto eles iam andando pelos corredores do Hotel, Willy sussurava
para ele:

- Voc no presta! Pobres senhor e senhora Smith!

- No reclame, no  todo bruxo que sabe enfeitiar terminais de
computador.

- Onde voc aprendeu isso?

- Voc ia ficar muito zangada se seu dissesse que foi no Japo, com o
irmo de Bianca?

- Aquele peste?

- Aquele peste agora  um mini gnio que estuda em Hogwarts. 

- Harry, mudando de assunto, porque justamente a sute de Lua de mel?

- Vamos nos instalar primeiro, ok? - haviam acabado de chegar na sute,
que era ampla e confortvel. O boy do hotel esperava na porta e ele deu
uma gorjeta generosa para ele. Willy ficou olhando a sute enquanto ele
ligava a televiso.

- Kakaka! Os sabonetes tem forma de corao!

- Que romntico... - disse ele de forma irnica - voc lembra dos gmeos
Weasley?

- Lembro. Aqueles cretinos que me chamavam de Elfo Domstico...

- Eles moram em Miamy agora... eu tento ver o comercial do negcio deles
sempre que ligo uma TV e no consigo.

- O que eles fazem?

- Enrolam trouxas fingindo saber ver o futuro.

- Isso  a cara deles. Harry - Willy se aproximara dele e o olhava de
frente agora - Porque voc quis vir para c? Eu acho que sei, mas quero
escutar de voc.

- Muito simples. Porque vamos nos casar aqui. Sempre ouvi dizer que aqui
era fcil casar.

- Eu no quero casar aqui! Quero casar em Hogwarts!

- Ns casamos aqui e em Hogwarts, que tal? - Ele a abraou - No quero
passar mais nem um dia solteiro, senhorita Fischer... nem pense em dizer
no para mim.

-----

        Uma hora depois eles estavam de p diante de um celebrante numa capela
de casamentos destas bastante comuns em Las Vegas. No era o casamento
dos sonhos de Willy, usando a mesma roupa preta de motoqueira com uma
grinalda na cabea, ao lado dele, que no parecia conseguir ficar srio
diante do celebrante gordo e bigodudo que o lembrava Tio Vlter. Pelo
menos ele comprara alianas de verdade. Ele dera seu documento de bruxo,
que aos olhos de qualquer trouxa parecia o documento que seria
necessrio. Willy tinha uma carteira de motorista do estado de Nevada. O
casamento durou exatos seis minutos e trinta e dois segundos,
devidamente documentados por um fotgrafo com cara de panaca.

- Pelos poderes a mim designados em nome do estado de Nevada, eu os
declaro oficialmente casados, Senhor e Senhora Harry Potter. Podem
beijar-se - Eles se beijaram segurando o riso, enquanto o celebrante
despejava uma chuva de arroz sobre eles.

Saram para a rua s gargalhadas, com a certido de casamento num
envelope junto com as fotos em polaride muito mal tiradas pelo
fotgrafo. Seriam documentos posteriores da coisa mais trouxa que j
haviam feito na vida.

- E agora, Harry?

- Vamos para nossa sute de lua de mel, vou pedir o champagne mais caro,
a comida mais requintada, vamos tomar um banho morno naquela banheira
estpida em forma de corao... - ele olhou para ela e viu que ela
olhava sria para o lado oposto da rua. Ele olhou na mesma direo e viu
um homem mais ou menos da mesma altura que ele, de ombros largos e
cabelos encaracolados, usando uma roupa esportiva de trouxa: Troy Adams
Jr. Ele atravessou a rua e disse:

- Boa noite, Mina. 

- Ah, ol Troy. Este  Harry. Harry Potter... meu marido.

- Muito prazer, afinal voc acabou se casando com ela... eu achava que
ela s o conhecia em sonhos...

- Ns nos conhecemos h bastante tempo... fomos namorados antes dela ser
seqestrada em Hogwarts - Harry olhava-o de forma hostil, como a
procurar lembr-lo que ele fora namorado de Willy antes de Troy - a av
escondeu a verdade dela por seis anos.

- Eu sei - Troy olhou-o da mesma forma hostil, um brilho frio nos olhos
cor de mel - eu estive no bar ontem  noite e a av de Mina, ou melhor,
de Willy me contou tudo. Parabns, Potter, cuide bem dela.

- No precisa pedir duas vezes, Adams.

- At mais ver... felicidades,  extremamente elegante casar-se em Las
Vegas - Harry segurou a raiva por um segundo, no queria estragar a
prpria Lua de Mel.

- Obrigada, Troy - Willy disse puxando Harry para longe - lembranas a
Daphne.

- Ns nos divorciamos.

- O qu?

- Eu e Daphne... voc fez bem, Potter, um casamento em Las Vegas sai bem
mais em conta... se eu soubesse teria feito isso tambm.

- Ora, seu.... - Harry deu um passo na direo de Troy e Willy o
segurou. Troy o olhava de uma forma semelhante  que Draco Malfoy o
olhava na poca de Hogwarts. Ele parou e olhou para Willy - Vamos
embora, Willy... eu entendo...  apenas inveja.

Voltaram para o hotel, Harry tentando recuperar o bom humor enquanto
pedia o jantar para os dois. Mais tarde, quando estavam imersos num
banho de espuma, ele finalmente perguntou:

- Porque afinal de contas voc namorou aquele panaca?

- Porque achava que voc era s um sonho... mas agora  passado e
prometemos no falar mais nisso, lembra?

- Est bem... Willy, precisamos comprar uma casa, no acha? Que tal uma
casa porttil como a de Sirius e Sheeba?

- Eu adoraria... por falar neles... j imaginou a cara deles quando
chegarmos de volta a Hogwarts casados?

- Creio que Sheeba no v se surpreender... ela sempre d um jeito de
saber as coisas primeiro.

CAPTULO 3- SIRIUS SENTE TDIO...

        Sirius estava ocupado recolhendo as coisas que as crianas haviam
deixado pela casa, uma vassoura aqui "dar isso a Hope foi um erro... ela
ainda quebra o pescoo voando feito uma maluca... parece at eu quando
tinha seis anos", um conjunto poes infantis ali "Se Celsus explodir
mais alguma coisa juro que confisco esta porcaria", e umas miniaturas
mgicas por todo lado, "Diabos, onde est a porcaria do Elfo Domstico
quando precisamos dele? E Sheeba, o que tanto faz naquela maldita sala
de estudos?".

        Ele levava os brinquedos dos filhos levitando na direo do armrio de
vassouras, ainda bem que os pestinhas tinham usado p de flu para ir
para a casa dos avs naquela manh e deveriam estar destruindo naquele
momento a casa de sua sogra em Sussex, pelo menos por cinco dias teriam
paz, graas a Deus a velha egpicia sabia exatamente como lidar com os
seus trs endiabrados filhos. "Ningum me convence que Dona Abgail 
realmente uma trouxa..." ele pensava, a respeito da me de Sheeba. Mas
onde diabos estava o maldito Smiley?

        Quando abriu o armrio de Vassouras, Sirius descobriu onde estava
Smiley. O elfo domstico estava totalmente amarrado e amordaado l
dentro, um presentinho de despedida das crianas.

- Eu juro que vou pegar aqueles trs por isso - disse Sirius libertando
Smiley com um movimento de varinha - Que droga de elfo  voc que no
usa sua magia para se libertar dessas coisas, Smiley?

- Senhor Black, Smiley sentir muito mas no poder contrariar seus
pequenos mestres, eles querer brincar de amarrar o elfo e Smiley no
poder se soltar... ordens ser ordens...

- "Ordens ser ordens"... ordens de seu patro "ser" mais importantes: Se
eu encontrar voc preso de novo nesse armrio juro que te dou uma meia e
sumo contigo daqui,

- Piedade, senhor Black, piedade..

- Piedade, ? Voc no teve piedade de seu patro que teve que sair pela
casa catando brinquedos a tarde toda

- Que exagerrra, Senhorr Black! - Doorperson, a porta falante com
sotaque alemo surgiu ao lado da porta do armrio de vassouras e
abriu-se, deixando logo aps passar Sheeba, que saa com um sorriso da
sala de estudos. Ela acabara de verificar como estavam as crianas e
Harry. Tinha o seu melhor sorriso na face.

- Sheeba, essa porta se mete demais na nossa vida - Sirius disse olhando
de cara feia para a porta que se fechou e sumiu de volta parede a
dentro. Sheeba pegou o rosto de Sirius entre as mos e deu-lhe um sonoro
beijo, estava radiante. Depois de se libertar ele perguntou - Posso
saber a razo desse bom humor todo?

- Vamos sentar no sof... tenho novidades que descobri. Voc vai gostar.
- ela arrastou-o desconfiado at o sof e puxou-o sorridente,
estendendo-se placidamente no seu colo - No  maravilhoso ficarmos
livres das crianas de vez em quando? A casa est to arrumadinha...

- Porque eu peguei as coisas que eles largaram por a, viu? A casa no
arrumou nada. Estamos precisando fazer uns ajustes.

- Eu ordenei que ela no pegasse, quero que as crianas aprendam a
arrumar tambm sozinhas... mas elas acabaram indo antes que eu pudesse
fazer qualquer coisa... ah, isso no importa... Eu tenho umas novidades
timas... Harry casou ontem. - Sirius ficou olhando-a mudo.

- Sheeba... eu no estou entendendo muito bem essa histria. Ele no
tinha rompido com Bianca?

- No foi com Bianca, pastel, foi com Willy. Ele a encontrou na Sexta
feira.

- Como ela a encontrou?

- Draco sabia onde ela estava.

- E porque no contou antes?

- Ah, ele teve os motivos dele, Sirius, no comece... atualmente nada
para voc parece bom...

- Acho que eu no estou acostumado com esses tempos de paz. Preciso me
cuidar, acho que vou acabar ficando barrigudo - Sheeba deu uma
gargalhada.

- Mas voc passa duas horas por dia massacrando aquele pobre espantalho
treinando suas tticas de luta... s falta agora voc me pedir que passe
a s fazer folhas da morvia para o jantar... - ele olhou-a com uma cara
zangada mas depois no pode deixar de rir.

- Sabe que eu sinto falta dos tempos da luta? 

- Est estampado em voc por todos os lados...

- Ah, Sheeba, eu nunca devia ter sado da ordem...

- Lembre-se quem era o ministro na poca que voc pediu dispensa... voc
nunca ia ter paz na ordem com Fudge no comando.

- Eu sei. Mas s vezes me sinto velho, podia estar por a procurando
bruxos das trevas e estou aqui...

- Sim, ensinando garotos a combater as foras das trevas, tentando ser
um grande bruxo mesmo no precisando fazer nada genial para isso, me
ajudando a criar os nossos trs filhos... Quando  que voc vai
amadurecer, Sirius Black? Voc j est com 43 anos, lembra?

- No precisa me lembrar disso toda hora.

- Voc era por acaso mais feliz quando estava renegado? Quando era
obrigado a assaltar casas de trouxas atrs de comida e de lareiras para
falar com Harry? Quando tinha pesadelos com os malditos dementadores? 

- Sheeba, eu nunca disse isso...

- Sirius, ns lutamos muito para conquistar essa paz que temos. Como
voc acha que me sinto vendo que para voc isso  um tdio? 

- Desculpe, Sheeba...

- Desculpas no vo mudar o fato que voc est louco para que algum
entre pela porta dizendo: "Hei Sirius, vamos lutar, h um bruxo das
trevas em algum lugar..." Ponha na sua cabea que voc no  um Auror. 

- Sheeba eu...

- No me interrompa... voc parece que nem ligou quando eu disse que
nosso afilhado finalmente encontrou a nica garota que ele acredita que
possa faz-lo feliz, que ele se casou, que est muito bem e em breve vai
estar batendo aqui na porta para dizer isso tudo para voc com a cara
mais feliz do mundo... isso no te interessa, Sirius Black, apenas
desgraas te mobilizam, acho que voc vai ficar mais alegre quando
souber que Harry recebeu um signo sinistro na manh de ontem.

- Um Signo Sinistro?

- Exatamente. Sua primeira ameaa de morte.  Sirius, ele agora  um
homem, um auror, vai poder se virar sem sua preciosa ajuda - ela subiu
as escadas e bateu uma porta sonoramente, como fazia quando estava
realmente furiosa. Ele pensou em segu-la mas a conhecia muito bem...
sabia que aquele no era o melhor momento para falar com ela. Todas as
vezes que tentava argumentar com ela furiosa, acabava tambm ficando
furioso e piorava mais ainda a situao, no era a hora ainda. Comeou a
lembrar-se do tempo em que Harry estava em Hogwarts e ele era um
renegado, e de quando ele finalmente se tornara livre, depois que
capturara Pedro Pettigrew. No fora um tempo fcil e ele no sentia
saudade nenhuma, mas achava que precisava realmente de algo para
temperar sua vida.

        No que a vida com Sheeba fosse ruim, mas ele sentia falta de alguma
coisa... no queria abandonar Hogwarts, mas desejava ardentemente ter
uma oportunidade de viver novamente uma aventura. Era verdade que no
aparecera nenhum praticante de artes das trevas srio desde que
Voldemort fora derrotado, mas nem s de combate vive uma aventura. 

        Ele sentiu-se subitamente arrependido e subiu para procur-la, Sheeba
estava no sto, onde era encontrada sempre que estava aborrecida. Seu
sto no era um sto comum, tinha um telhado de vidro e um jardim, por
onde corria um riachinho mgico, ela estava deitada enroscada nas
montanha de almofadas que havia ao lado do jardim, olhando atravs do
telhado de vidro para uma paisagem que conjurara, nublada e sombria. Ele
subiu pela escada em caracol e ficou olhando para ela.

- Voc diz que detesta se transformar em animago mas deita-se exatamente
como um tigre - ele olhava para ela com o mesmo olhar cnico de anos
atrs em Hogwarts. - na verdade acho que voc partiria um homem ao meio
com suas garras, exatamente como um tigre, senhora Black.

- Sirius, eu odeio quando voc faz isso - ela tentava no rir 

- Isso o qu?

- Me torna incapaz de odi-lo.. - ele veio at ela e abraou-a. Eles
ficaram se olhando por um tempo e ele finalmente disse:

- Desculpe, eu me comportei como um idiota. Quero saber tudo sobre o
casamento de Harry e Willy.

        Ela contou detalhadamente tudo sobre Willy, inclusive seu
relacionamento com o capito da seleo americana de quadribol, que
fizera Harry afastar-se dela por anos. Finalmente disse:

- Agora eles esto prontos para ficar juntos... em duas semanas estaro
aqui e teremos um trabalho imenso para organizar o casamento, no tenha
dvida que eles vo querer um casamento clssico, com tudo que tem
direito. Casar em Las Vegas, francamente... que coisa sem graa - Sirius
achou melhor no dizer que achava o maior barato duas pessoas casarem-se
vestidas de motoqueiro - . Vou falar com Hermione para adiantarmos tudo.
Temos que achar Silvia e Lupin...

- Eles esto de volta, no vo muito para o mundo das fadas, ele e o
menino (ele  a cara do Lupin, s falta ser lobisomem) no so muito fs
do mundo das fadas... Ele consegue fazer com que Silvia fique no mximo
uns dias por l, e eles sempre voltam a tempo dele dar suas aulas. Mas
Sheeba, e o Signo sinistro que Harry recebeu?

- No se preocupe com isso. Ele vai receber mais trs destes antes que
quem fez se resolver a agir...

- Voc sabe quem mandou?

- Obvio que no... gelo de confuso novamente, meu amor.

- No  melhor eu tentar falar com ele atravs da lareira?

- Sirius... ele est no meio de um deserto, em pleno vero... mande uma
coruja.

- Est bem... mas no vou pensar em Harry agora, vou deitar aqui e
curtir algo que no sei o que  h algumas eras...

- O qu?

- Uns momentos sem as crianas gritando pela casa...

 

 

CAPTULO 4 - MR SANDMAN

        Na segunda feira logo pela manh, Willy pediu a Harry que a levasse
para a distante cidade de Carson, do outro lado do deserto, onde ela
trabalhava. Eles pagaram a conta do hotel e saram na moto, assim que
estavam distantes da cidade, Harry fez a moto aparatar s portas de
Carson.

-  muito mais fcil viajar desta forma, no acha? - Ela concordou com a
cabea. Foi orientando ele com uma certa dificuldade, afinal, ela
aparatava no trabalho todo dia pela manh e no sabia se virar muito bem
nas ruas da cidade, at que chegaram a uma rua estreita em uma
periferia, e rumaram para um ferro velho. Saltaram da moto e ela acenou
alegremente para um ndio que tomava conta do lugar, tinha o cabelo
grisalho comprido e usava cala jeans, uma pele queimada de sol.

- Oi Tee! - ela disse - Eu me casei! - O ndio fez uma cara espantada e
ela abriu a porta de um velho furgo, puxando Harry para dentro. Era na
verdade a entrada para uma escada que conduzia para o subterrneo.

- Tee? Isso  nome, Willy?

- Na verdade o nome dele  Tecumseh... o pai dele era um militar trouxa
que casou com uma ndia bruxa e deu ao filho o nome de um general da
guerra da secesso... O irmo gmeo dele se chama Sherman, que  o
sobrenome do mesmo general. Ele  nosso xam residente.

- Xam?

- Bruxo ndio. Ele s pesquisa ao ar livre portanto fica do lado de
fora. Ele no  muito de falar...

- Interessante.

Willy trabalhava numa ONM, ou seja, Organizao No Ministerial. Era um
rgo independente de qualquer Ministrio da Magia que se dedicava a
pesquisar feitios e objetos mgicos. Willy era uma pesquisadora Jnior
do departamento de invenes. Sua mesa era uma confuso de objetos
esquisitos que ela encantava. Harry viu um prottipo do joguinho que ela
criara em Hogwarts e no pde deixar de rir. Ao lado da mesa de Willy
ele viu um sujeito mirrado com cara de mexicano.

- Enrico - Willy chamou e o sujeito levantou a cabea, usava uma lente
presa na testa que fazia seu olho direito parecer enorme, ele sorriu
para ela, que disse - Eu me casei, Enrico!

- Santa Madre de Jesus! - disse o bruxo com forte sotaque espanhol -
Este  su Marido?

- Sim... O nome dele  Harry - O bruxo olhou-o mais atentamente e Harry
viu que ele o reconhecia.

- Harry Potter! El Hombre! Dios! Como pode ser, Mina?

-  uma longa histria... - ela comeou a relatar tudo para o rapaz,
desde a poca de Hogwarts, ele a interrompia periodicamente com "ohs!" e
"Madre Dios!". Finalmente ela disse:- Eu vim pedir permisso para o
Senhor O'Rourke para me tornar itinerante...

- Permisso concedida, Pequena Mina - Trovejou uma voz bem atrs deles.
Harry virou-se e viu um homem enorme, mais ou menos do tamanho de
Hagrid, cuja cabea batia quase no teto do escritrio. Devia ter uns 50
anos e tinha o cabelo loiro e rebelde, uns olhos azuis bondosos e um
nariz batatudo e cheio de calombinhos rosados. Willy sorriu para ele

- H quanto tempo o senhor est a?

- Tempo suficiente para ouvir a histria de vocs. - Ele estendeu a mo
imensa para Harry - Parabns rapaz! Tenho certeza que voc deve saber
como Mina  especial. - Harry apertou a mo do bruxo sorrindo, ele lhe
lembrava Alvo Dumbledore, apesar do tamanho.

- Muito prazer, senhor...

- Rudolph O'Rourke. Vamos  minha sala acertar o novo contrato, Mina.
Venha tambm, senhor Potter.

- Pode me chamar de Harry.

Eles foram  sala do homem, uma sala com a parede do fundo em forma de
cpula semicircular onde havia um grande mapa-mundi de monitoramento de
objetos mgicos, e onde estavam marcadas as sedes daquela organizao.
Havia mais de cem pontinhos no mapa. Ele acertou algumas coisas com
Willy e quando se preparavam para ir embora, Rudolph perguntou:

- Alguma notcia do paradeiro do velho Alvo? - Harry se espantou. Ele
conhecia Alvo Dumbledore!

- Bem, na verdade acho que ele no quer que ningum saiba onde ele
anda... s vezes me manda corujas falando o que tem feito, mas nunca diz
exatamente de onde mandou. Pelo que eu imagino ele agora est em algum
lugar na Austrlia, ele falou em estar hospedado entre "bruxos
aborgenes".

- Alvo  o melhor sujeito que eu j conheci... voc  afilhado de Sheeba
Amapoulos, certo?

- Sou... como o senhor sabe?

- Eu colaborei com uma investigao dela h muitos anos, quando ela
trabalhava para a Interpol, a polcia internacional dos trouxas. Ela vai
bem?

- Perfeitamente bem. 

- Lembranas a ela, e ao marido dela tambm. Fiquei feliz quando soube
que ele era realmente inocente.

Harry ficou um pouquinho intrigado com a quantidade de coisas que o
homem soube sobre ele sem precisar perguntar, mais tarde Willy disse que
o chefe era capaz de farejar a verdade. Talvez por isso a av de Willy
nunca quisera conhec-lo. Ela reuniu suas coisas e se preparou para
partir. Os seus colegas a abraaram e Enrico chorou (esse cara  meio
"lfico", pensou Harry). Eles saram dali e foram direto para Nova
Iorque. Harry tinha trabalho a fazer.

- Nossa, no  impressionante, Harry? Em uma manh cruzamos o pas na
motocachorro.

- No sei como Sirius nunca usou essa ttica... ganhamos um tempo
incrvel.

- O que voc vai fazer aqui?

- Conversar com um contato. Um agente secreto da agncia.

- Quem  ele?

- Mr. Sandman. Eu no sei o nome, ningum sabe. Ele se disfara de
trouxa e anda no meio deles,  um investigador de primeira. Vou te
deixar num hotel, preciso falar com ele sozinho, sinto muito.

- Tudo bem...  o seu trabalho, n?

Ele a deixou em um hotel barato (o que dava para pagar com a verba da
agncia) e seguiu para o ponto de encontro, olhou o relgio. Faltava
meia hora. Ele conhecia Mr Sandman desde o primeiro ano da Escola de
Aurors, mas no sabia qual era sua idade ou aparncia real. Ele aparecia
e sumia na escola e nunca ficava mais que um dia. Ele tanto podia
aparecer como um homem alto ou baixo, gordo ou magro, negro ou branco,
jovem ou velho... imaginava que ele no devia ser jovem, visto que era
um dos "quatro grandes" junto com Avatar Fernandez, Olho Torto Mood e o
pai de Neville Longbotton, responsveis pela captura dos death eaters na
poca da primeira queda de Voldemort... naquela poca ele ainda no era
um contato secreto, mas ningum conseguia lembrar-se como ele era e qual
era seu verdadeiro nome. Ele tambm no revelava a ningum o segredo das
suas transfiguraes perfeitas. Harry esperava que ele aparecesse de uma
forma normal... detestara quando ele aparecera como uma "drag Queen"
numa misso simulada na poca da escola. Ele fizera isso de propsito,
porque sabia que Harry era tmido. Ao final dissera: "no importa nunca
como aparea seu contato, Harry... lembre-se sempre de parecer natural."
Ele no esquecera disso e comeou a cantar a senha para que seu contato
aparecesse (ele odiava essa histria de cantar, mas Mr Sandman exigia
essas coisas):

- Mr. Sandman... Bring me a Dream, make her the cuttest I ever seen...

- And tell her I'm not a hoover - respondeu uma voz imediatamente atrs
dele. Ele viu um negro alto e careca sentar-se do lado dele e comear a
entabular uma conversa, com o sotaque dos negros de Nova Iorque - Oh,
man... est um calor infernal, no acha?

- Sem dvida - Harry disse e pediu uma cerveja ao balconista, que era a
senha n 2. O Negro fez a mesma coisa, mas enquanto Harry, que no
gostava de cerveja comum, ainda mais americana, apenas fingia beber, o
homem bebia a dele com muito prazer.

- Ento, Vassoura? (um dos prazeres dele era chamar as pessoas por
apelidos ridculos. Dera esse a Harry depois de v-lo voando) O que voc
tem a contar para o velho Sandman?

- Bem... eu no encontrei nada at agora.

- S a sua namorada, n? Devia se envergonhar, Vassoura... usando a
verba da agncia para resolver assuntos pessoais.

- Como voc consegue saber tudo?

- Influncia... voc devia ter pedido o casamento completo, sabe? Ia
ficar muito bem de smoking.

- No comece... o que voc vai me passar?

- timo... ele est disposto a trabalhar... Todos acham que estamos
vivendo o maior tempo de paz desde o sculo XVIII, mas eu no sei se 
bem assim... voc recebeu um signo sinistro?

- Recebi - Harry disse espantado - como voc sabe?

- Moody e Avatar tambm receberam... e vrios outros. Acho que voc
recebeu mesmo sendo um pssaro novo (essa era uma gria que os aurors
usavam para designar quem era novo na profisso) por causa da sua
notoriedade do passado. Se eu fosse voc tomava cuidado. 

- Voc recebeu o signo? - o homem riu

- Vai ter que haver muito problema antes que algum consiga achar o
velho Mr Sandman... mas voc precisa de uma misso e vou dar uma para
voc... tente resolv-la antes de sua folga, daqui a duas semanas.

- Porqu?

- Para chegar a tempo do seu casamento em Hogwarts... sua madrinha est
tendo muito trabalho para organiz-lo, oras. Francamente... casar em
Vegas. Que coisa brega.

- Sheeba - Harry riu - tinha certeza que ela ia saber de tudo antes.

- Claro. Deixe sua mulher em lugar seguro, garoto - o negro ficou srio
- hospede-a neste lugar, quarto 117,  protegido por um feitio fidelius
- ele passou um carto a Harry - depois saia s 23 horas, usando sua
capa de invisibilidade e aparate neste endereo, no primeiro andar. Siga
o bruxo que vai sair do quarto 105 e veja o que ele vai fazer. Nos
encontramos amanh, no parque. Leve milho.

- Milho?

- Para dar aos pombos, ora! Posso ficar com sua cerveja?

- Pode... 

- No esquea de pagar a conta - Mr. Sandman saiu cantarolando e Harry
pensou um instante antes de lembrar-se que no tinha obrigao de pagar
cerveja nenhuma para o bruxo...

CAPTULO 5- A VAMPIRA DO BROOKLYN

- Pelo menos esse hotel  melhor que o primeiro - Willy riu - Harry,
estou preocupada com voc...

-  a profisso que eu escolhi, Willy - ele fazia a barba, de cala
comprida, sem camisa e descalo, enquanto ela, que abrira uma mesa com
seus objetos, trabalhava numa de suas invenes. - eu sempre soube que
no seria fcil.

- Eu achava que voc ia ser jogador de quadribol.

- Eu gostava de jogar... mas queria fazer algo mais relevante. Algo que
contribusse mais... ai! Me cortei!

- O que voc arrumou? - ela deu um salto e foi ver, ele fizera um
pequeno corte no queixo. No era nada demais, ele no deixou que ela
sumisse com o corte, acabou de fazer a barba e simplesmente ps um
pequeno curativo. Ele chegou depois na janela e ficou enxugando o rosto
e olhando a paisagem do por de sol no Harlem, onde estavam.

- Quando acabar esta misso, vou comprar uma casa porttil como a de
Sheeba. Nunca mais quero ficar em hotis vagabundos na minha vida. - ela
riu:

- S espero que no peguemos nenhuma sarna nestes lenis suspeitos... -
sorriu satisfeita ao ver que o objeto em que estivera trabalhando, um
tipo novo de detector de feitios, cintilava na cor vermelha, indicando
o pequeno feitio que havia feito ao lado dele - acho que j posso
despachar isso para o senhor O'Hourke. - Ela embrulhou o objeto e com um
movimento de varinha o despachou.

- Acabou seu horrio de trabalho? - Ela assentiu- timo, o meu ainda no
comeou...- Ele a puxou para junto dele, dando-lhe um beijo apaixonado.

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        Horas depois ele se vestiu como trouxa, depois ps a roupa protetora
que Sheeba lhe dera (que ficara um pouco curta e apertada nos ltimos
anos e ele tivera que alargar com um feitio) e sobre tudo, a velha capa
de invisibilidade. Antes de cobrir a cabea, deu-lhe um beijo de
despedida e disse adeus. Ento desaparatou no endereo. Qual no foi sua
surpresa ao constatar que era um hotel cinco estrelas. Ele estava no
primeiro andar, ao lado da porta n 105. A porta abriu-se e ele teve um
choque.

        O bruxo que saiu do quarto era Rony. E no estava mais caracterizado
como o meio gigante do ltimo filme que fizera, era o mesmo Rony que ele
conhecia, nos mnimos detalhes. No podia ser suspeito de estar fazendo
magia negra...

        Ele seguiu Rony por um beco deserto, estavam no Brooklyn, que ele
reconheceu, porque estivera ali alguns anos antes com Sheeba e Sirius de
frias. Sentiu-se surpreso ao ver Rony entrar numa casa noturna chamada
"Vampire's Room". O que Rony estaria fazendo ali?... todo cuidado era
pouco. Ele tentou entrar mas foi barrado por um sujeito, que sabia ser
vampiro.

- Alto l, idiota... no pense que no sabemos que est usando uma capa
de invisibilidade... ns sentimos sua pulsao. 

- Ok! - Harry baixou o capuz - posso pagar com dinheiro bruxo ou em
dlar?

- Dlar, cretino. Dinheiro bruxo  pra bruxos

- T. Mas quero ficar com minha capa...

- Problema seu... mas no crie encrencas.

        "Droga...isso fez com que eu perdesse tempo... e agora?" Ele entrou na
boate, que era lgubre e sombria, procurou ignorar o vampiro que atacava
o pescoo de uma jovem bem ao seu lado. Ele estava seguro porque como
todo auror era prevenido e usava no pescoo um cordo grosso de prata,
com um canivete na ponta... ai do vampiro que encostasse nele. Ele
sentou-se numa mesa e viu Rony do outro lado do salo. Ele conversava
com uma mulher que parecia bastante uma vampira, magra e de cabelos
negros. Mas no estavam em atitude romntica. Repentinamente sentiu
algum sentar-se ao seu lado e olhou. No era outro seno Caius Black.

- Esse no  um lugar seguro, rapaz, mesmo para quem tem uma capa de
invisibilidade... - ele sorriu, mostrando as presas. Eu digo isso como
amigo... mas ao meu lado voc est salvo.

- Quanto tempo, Caius.

- Como vai Sirius?

- Bem.

- Ele tem mais filhos?

- No interessa a voc.

- Escute, rapaz, eu disse que a maldio acabou... s quero saber se
tenho sobrinhos.

- Tem. Uma menina e dois meninos... voc est me atrapalhando.

- No, no estou no. No esquea que eu sou um vampiro e tanto, uma
tima ajuda se voc puder contar com minha boa vontade... quem voc est
seguindo?

- Aquele ali, Rony Weasley... eu achava que ele era meu amigo. - Caius
olhou na direo da mesa onde Rony estava.

- Aquele no  seu amigo, Potter... eles sabiam que voc ia segu-lo...
eu posso sentir as pessoas pelo sangue. Conheo seu amigo, o corao
dele no bate naquele ritmo. 

- Quem  ento? - Caius riu maliciosamente.

- Voc vai acreditar se eu disser que  uma mulher?

- Uma mulher?

- Exatamente. No posso saber seu nome... muito difcil, ela  esperta o
suficiente para evitar pensamentos que a denunciem. Mas ela sabe que
voc est atrs dela... cuidado. Ela  muito perigosa. Saia daqui agora,
voc no vai descobrir mais nada hoje sobre ela. Eu te levo l fora.

- No acho uma boa idia - por mais que Caius o tivesse ajudado, ele no
era louco de confiar num vampiro. Caius percebeu isso e riu.

- V embora, Potter, diga  sua garota que a tia dela vai muito bem.

- Como voc sabe que eu e Willy..?

- Pensamentos, Potter, pensamentos. Tome cuidado com seus pensamentos -
Caius Black ps um par de culos escuros e olhou para o outro lado. Ele
saiu da boate e ficou esperando que a bruxa transfigurada em Rony
sasse, o que demorou um pouco. Ela saiu sozinha, ainda transfigurada, e
foi andando na direo oposta a que viera. Subitamente desaparatou.
Harry praguejou um pouco , mas viu que logo depois da bruxa sara a
vampira. Ele decidiu segu-la, mas tirou o canivete de prata do cordo.
Todo cuidado era pouco, ele estava na rea dela e no havia nenhum Van
Helsing por perto para ajudar. Era melhor ficar atento. A vampira andou
algumas quadras e ele a seguia a uma distncia segura, Subitamente ela
sumiu e ele olhou o cho, no havia nvoa... repentinamente ela saiu de
trs dele e o segurou pelo rosto, tirando-lhe o capuz, era muito forte.

- Ol, bruxinho... ela observou o curativo do corte que fizera cedo e
arrancou-o dali, roando com a unha no machucado para ver o sangue
escorrendo. Riu e ia sug-lo pela ferida quando ele deu-lhe um corte no
meio do rosto com o canivete, que ela no vira. Ela gritou alto e ficou
segurando o rosto onde ele a cortara. Saa um sangue negro da ferida.

- Quem  voc e quem  a bruxa que voc estava conversando?

- No te interessa, eu no vou dizer nada... - a bruxa cambaleava porque
saa muito sangue do seu rosto. Ela no conseguiria fugir.

- Ela  uma escrava sem importncia - disse a voz de Caius Black bem
atrs dele - at que voc sabe se virar bem, garoto. Mas escravas so
fceis de se enfrentar.

- Porque voc est me seguindo?

- No seja mal agradecido... estou toda hora salvando seu pescoo...
ser que vou ter que ser emparedado para que voc e meu irmo acreditem
que eu sou um cara legal? Quer saber a quem essa sujeita pertence?-
Caius aproximou-se dela e agarrou-a por trs - Ao vampiro Michael
Marshall, do Brooklyn... mas ela devia estar tentando sair da famlia
dele... a bruxa deve ter oferecido ajuda a ela.

-  isso? - Harry disse aproximando o canivete da vampira, cujo rosto
ainda sangrava um pouco. Ele sentia uma incmoda queimao no queixo que
ferira cedo.

- . No sei o nome dela... ela disse que trabalha para outro, que eles
precisavam de mim para um servio.

- Que servio?

- Vampirizar algum... um casal que est na cidade. Eles iam me dar
suporte

- Que casal?

- No  da sua conta... - uma flecha cortou o ar e atingiu em cheio o
peito da vampira. Caius largou-a imediatamente e ela caiu e explodiu
numa massa de sangue. Harry olhou para os lados para procurar quem a
matara. Viu um vulto se afastando rapidamente pelo alto de um prdio e
aparatou para onde ele estava, Caius tomou forma de morcego e o seguiu.
Harry comeou a perseguir o vulto, que corria velozmente por cima dos
prdios, a lua bateu nos cabelos dele e Harry pde ver que no era a
bruxa transfigurada em Rony, seus cabelos eram bem lisos e louros,
subitamente , sem que Harry pudesse ver-lhe o rosto, ele desaparatou e
deixou-o para trs. Ele respirou fundo bem no momento que Caius virava
homem do lado dele.

- Bem - ele disse - voc pode apostar que no se trata de um Van
Helsing.

- Eu sei... acho que preciso fazer uma visita, por falar em Van
Helsing...

- Visita?

- Vou procurar o marido de uma Van Helsing. - desaparatou rapidamente
para onde a vampira tinha sido morta. Precisava analisar a ponteira da
flecha.

CAPTULO 6 - CENTRAL PARK

        Ele aparatou no hotel e olhou o relgio: trs da manh. Willy dormia.
Ele tirou a capa de invisibilidade, a roupa protetora e atirou-se
vestido  cama, abraando-a. Ela acordou assustada.

- Harry? Que horas so?

- Tarde. 

- Descobriu alguma coisa?

- Que cada vez entendo menos essa misso. Sandman tem razo quando diz
que a paz  relativa... Vou tomar um banho... no posso dormir vestido e
de sapatos.

        Willy ficou na cama pensando preocupada que afinal a vida deles no
seria nunca um mar de rosas.

        Na manh seguinte ele acordou s dez e ela j estava trabalhando num
outro projeto. Ela sorriu para ele e disse:

- Bom dia! - Ele acenou calado. - Tenho frias acumuladas na
organizao. Depois que voc terminar essa misso vai pedir uma licena
e eu vou querer uma lua de mel de verdade. 

- Eu tambm. - Ele riu. - Acho que ontem esbarrei em algo grande.

- O qu?

- Nada.- ele sentiu uma dor no queixo e percebeu que onde a vampira
arrancara o curativo agora havia uma pequena ferida infeccionada. Foi
para a frente do espelho e viu que estava realmente feio. - Essa no...
Eu devia ter deixado voc sumir com essa droga de machucado.. - Willy
levantou os olhos e o viu fazendo outro curativo no lugar.

- Ainda est em tempo...

- No, agora no d... tenho um encontro marcado, depois preciso sair
para uma visita.

- Ai ai...

- No reclame - ele sorriu - em breve vamos ter a nossa casa. Em duas
semanas estaremos em Hogwarts, nos casando. Sirius me mandou uma
coruja... Sheeba sabe de tudo, alis, agora todo mundo sabe - ela
sorriu.

- Eu estou louca para ver todo mundo.

- Em breve... me d um beijo... no saia daqui, est bem?

- Fazer o qu? Estou presa neste quarto mesmo...

- Eu volto antes da hora do almoo - ele disse e desaparatou.

- Acho meio difcil, suspirou Willy, fazendo girar o novo tipo de
bisbilhoscpio em que estava trabalhando.

Desaparatar em pleno dia costuma ser pouco recomendvel, e Harry
aprendera a fazer isso sempre em banheiros pblicos. Desta vez
desaparatou no banheiro de um McDonald's. Mas calculou mal: era um
banheiro de mulher.

- Tarado!!! - disse uma velha que estava saindo do reservado.

- Queira me desculpar... eu me enganei- ele forou o seu mais carregado
sotaque britnico e saiu correndo do banheiro "Se Sandman descobre isso
vai me encarnar por uma semana". Ele passou por um vendedor no parque e
comprou um saco de milho, seguindo as recomendaes do contato.
Sentou-se num banco e atirou um punhado de milho ao cho. Uma nuvem de
pombos voou e fervilhou na sua frente. Ele comeou a cantar a senha,
pensando: "Com tantos contatos, justamente eu tive que ficar com esse
manaco!":

- Fly awaay...

- Skyline pigeon fly!!! - Ele ouviu uma voz responder atrs dele - voc
consegue ser mais desafinado que seu padrinho, que  o cantor mais
desafinado que eu conheo...

- Quer dar milho aos pombos? - era a senha de confirmao

- Como um canrio no cio... - ele j estava acostumado com as senhas sem
sentido algum de Mr. Sandman. Desta vez ele apareceu transfigurado como
um homeless velho, magro e barbado, de olhos azuis. - Bom dia, Vassoura!
Como voc se feriu?

- Na verdade fazendo a barba... mas uma vampira mexeu no machucado.

- Uhu!!! A noite foi boa...

- No comece... Era atrs dela que ele estava... ou melhor, ele foi se
encontrar com ela. - Relatou brevemente o acontecido na noite anterior,
inclusive como foi ajudado por Caius Black. Enfim falou da figura que
fugira pelo telhado e concluiu: - Posso estar enganado... mas eu podia
jurar que parecia Draco Malfoy...

- Voc j deve ter notado que nesse caso as aparncias no so nada...
Temos um novo relato de signo sinistro... dessa vez no foi um auror que
recebeu.

- Quem foi ento?

- Seu padrinho.

- Quem mexeria com Sirius?

- No sei... gostaria de saber. Quem mexeria com um bundo como ele?

- Meu padrinho no  um bundo!

- Eu sei... foi s para te provocar. Acho que sei quem  o casal que
eles querem matar. 

- Eu achei que fosse bvio que seramos eu e Willy...

- No, Vassoura... voc no  to esperto como parece... tambm, voc
no sabe que eles esto aqui... seus amigos, os Weasleys.

- Rony?

- No, meu jovem. O ministro e a esposa. 

- O que eles esto fazendo aqui?

- Misso diplomtica.

- Por isso a bruxa estava transfigurada em Rony!

- Exatamente. Mas eles devem ter abortado o plano. Ou ento tm alguma
carta na manga.

- Temos que providenciar proteo para os Weasleys.  o ministro da
Magia, afinal de contas...

- No se preocupe. Moody est com eles. Eu tinha avisado para ele no
deixar nem os filhos se aproximarem do ministro.

- timo. Como voc soube qual o quarto... no entendo. Como voc soube
de tudo?

- Simples... Voc sabe que tenho meus contatos no mundo dos trouxas...
algum alugou um quarto em nome de Rony Weasley naquele hotel. S que
Rony Weasley est no Marrocos filmando. Monitoramos o lugar e vimos que
um bruxo de energia no identificada estava ocupando-o... Ele fez uma
coisa tpica de bruxo que quer nos evitar. Marcou um encontro pelo
telefone, mas o aror que o estava investigando interceptou a ligao.
Temos descobrir sua identidade. Achvamos que era um homem, chamvamos
de "O Camaleo". Eu sempre achei que fosse um homem. Estamos atrs dela
h cinco anos...

- Ento... ela trabalha sozinha?

- No sabemos. Mas ela  uma assassina de aluguel... trabalha para
trouxas, provoca mortes "acidentais". Crimes perfeitos.

- Uma bruxa que mata para trouxas?

- O mercado de assassinato entre os bruxos caiu um pouco depois que o
velho Voldie foi posto fora de combate...

- Voldie?

- Voldemort... voc  fraco de percepo ou o qu?

- Eu nunca tinha visto algum que tratasse Voldemort com deboche...

- Hahaha. Voc precisa ver do que o Moody chama ele quando bebe... tome,
instrues para nosso prximo encontro. Verifique Malfoy... See you
later, alligator. - o velho levantou-se e s ento ele lembrou de
perguntar o que podia usar contra a infeco da ferida... virou-se, mas
o velho j tinha desaparecido, deixando sobre o banquinho um frasco de
poo e um bilhete: "Mais cuidado da prxima vez!".

---------

        No era fcil falar com Draco Malfoy no ministrio da magia americano.
Ele era o representante da Inglaterra no departamento de colaborao
internacional e naquele dia estava particularmente ocupado com a visita
do Ministro da Magia Ingls que vinha tratar de uma nova lei
internacional de represso s artes das trevas. Havia uma certa
resistncia por parte do ministrio americano, porque para eles era
muito complicado mexer na lei interna de liberdade de expresso, mais
conhecida como "O Cdigo".

        Draco tornara-se um burocrata. Ele lidava diariamente com centenas de
papis e casos bastante irritantes, porque qualquer problema com bruxos
ingleses vinha parar na sua mo. s vezes pensava que afinal no ganhava
para isso e pensava que era melhor viver mesmo da fortuna que seu
falecido pai havia deixado... mas lembrava-se que ele conseguira a
proeza de ser mal visto tanto pelos bruxos como pela Irmandade da Raposa
ao casar-se com Sue Van Helsing, uma trouxa caadora de vampiros que por
infelicidade era a primeira Van Helsing a casar com um bruxo em 600 anos
de existncia da irmandade. Harry estava esperando h mais de meia hora
quando uma secretria extremamente feia e antiptica (Ser que Sue
escolhe as secretrias de Draco?) o mandou entrar.

        Draco estava atolado atrs de uma montanha de papel, com um exemplar do
cdigo aberto na sua frente e folhas flutuando por todo lado. Tinha uma
conferncia via lareira com Arthur Weasley, que fora quem pedira para
deixar Harry entrar.

- Ol Harry - ele disse e Harry no pde deixar de notar as olheiras
negras que adornavam a sua face. Ele parecia ter dormido mal. 

- Ol. Bom dia, Ministro!

- Ora Harry! - Disse a cabea de Arthur Weasley, de dentro da lareira -
eu te conheo h mais de dez anos... por favor, me chame de Arthur.

- O Senhor foi avisado?

- Ah, claro, claro... alm do mais, vamos embora amanh cedo... no se
preocupe, Moody est conosco o tempo todo.

- timo.

- Bem, Harry e Sr Malfoy - Harry no deixou de notar que Arthur era
apenas educado com Draco - eu j havia acabado a conferncia. Queria
apenas dizer um al para voc, at mais! - Com um "pop!" Arthur Weasley
desapareceu.

Draco afundou na cadeira e apoiou o rosto nas mos.

- Tenho trabalhado demais para ver essa maldita visita fracassar...

- O que houve?

- No houve... as negociaes no avanam... os Americanos vo continuar
frouxos em relao s artes negras... eu ainda vou me mudar para o
Brasil... dizem que o ministrio de l  uma zona mas pelo menos eles
colaboram com tudo que a gente prope...

- Voc sabe que minha visita no  social.

- Eu sei... recebi uma coruja. Queriam matar o ministro.

- Exatamente. Contrataram uma pessoa, o Camaleo.

- Putz... ser que vai comear de novo??

- No sei... mas isso no  coisa de Voldemort... 

- Ser que tem algum outro maluco tentando se tornar poderoso?

- Meu contato acha que sim.

- Estava tudo bom demais para ser verdade. Eu ando exausto.

- D para notar... tem sado para caar vampiros?

- s vezes. Ontem eu sa... mas no peguei nenhum. Sue  melhor nisso
que eu. Mas voltamos cedo.

- Ningum consegue pegar Caius Black... ontem estive com ele.

- Voc no sabe sobre ele?

- No, o que tem?

- Ele no  mais da Aliana... no disputa mais poder, nem tem mais
escravos. Sua ltima vtima fatal foi aquela que ele fez em Hogsmeade. A
tia de Willy.

- O que ele faz agora ento?

- Uma ttica dos vampiros do cl chamado "A famlia". Ele suga um pouco
de sangue de mocinhas depois as faz esquecer tudo, elas pensam que
tiveram um sonho... ns deixamos esses para l, eles no matam nem
contaminam ningum.

- Eu no sabia disso... Draco, voc conhece algum que use flechas para
matar vampiros? - Harry perguntou, sem querer falar da desconfiana que
sentira de ter seguido Draco na noite anterior. - Ontem eu vi uma
vampira ser morta por esta ponteira de prata, voc conhece?

- S conheo um sujeito que usa flechas: Steve, tio de Sue. E ele mora
em Londres. Ele no usa esse tipo de ponteira. Voc viu se o cara usava
arco ou besta?

- No vi arma nenhuma com ele... acho que era um bruxo.

- Um bruxo? Que eu saiba sou o nico bruxo que caa vampiros em Nova
Iorque. Isso  muito estranho. 

- Concordo...

- Vamos almoar comigo e Sue?

- Deixei Willy no hotel - Draco sorriu

- Ento, vocs esto juntos?

- Nos casamos em Las Vegas - Draco deu uma gargalhada.

- Essa  tima... traga ela tambm, vamos a um restaurante aqui perto.
Te encontro  uma, l. - Ele passou um carto com o endereo do
restaurante para Harry.

- Est bem.

CAPTULO 7 - O SEGUNDO SIGNO

        Harry aparatou rapidamente no hotel, Willy olhou-o satisfeita: ele
cumprira a promessa, era quase uma da tarde e ele j estava de volta.

- Quer almoar com uns amigos?

- Amigos?

- Sue e Draco - ela fez uma cara meio torta.

- Tente entender que eu no tive tempo de me acostumar com a idia de
voc ser amigo do Malfoy...

- Ah, pare de bobagem..

- Est bem, vou me vestir, no, primeiro vou tomar um banho...

- No demore, no temos a tarde toda.

- Voc viu minha escova de cabelos? No a encontro desde que samos de
Las Vegas! Como vou pentear o cabelo?

- Willy, voc d um jeito...

        Dez minutos mais tarde ela saiu do banheiro arrumada, perfumada e
linda. Eles pegaram a moto e rumaram velozmente para o restaurante.
Draco os esperava na porta e Sue como sempre estava atrasada. Harry
entregou a chave da moto para um manobrista trouxa, que olhou
amedrontado para o monstruoso veculo.

- Se voc arranh-la eu te mato... ou melhor, ela te mata. - Neste
minuto, Sue chegou, apressada, trazendo o filho num carrinho. Era um
beb de menos de um ano, louro e rosado como ela.

- Harry... Willy! Ela gritou... eu no sabia. Quer dizer... como voc a
encontrou, Harry?

-  uma longa histria. Draco me deu uma mozinha...

        Eles entraram no restaurante e Willy ficou olhando o beb de Sue,
imaginando se em breve ela e Harry teriam um tambm. Eles contaram a Sue
toda histria e ela censurou Draco por no ter dito a Harry nada antes,
e Harry o isentou de culpa, dizendo que afinal na poca ele estava noivo
de outra. Ento passaram a falar da noite em que Hogwarts sofrera o
ataque dos vampiros, agora distante sete anos...

- E seu pai, Sue?

- Meu pai no tem muito jeito no... ele casou com uma trouxa depois que
Marsha Cage Fish deu o fora nele, mas j separou, casou de novo e
separou... isso me rendeu mais quatro irmos em seis anos... os ltimos
so gmeos. Ele agora anda as voltas com umas corujas que pega
emprestado com Draco, no sei para quem ele as manda....no fundo acho
que ele no desistiu da advogada bruxa.

        Infelizmente, o divertido almoo acabou logo. Eles tiveram que se
despedir, Draco foi arrastando o p para o Ministrio. Sue pegou o filho
e levou para casa, de onde sairia para seu consultrio. Harry e Willy
foram pegar a moto e encontraram-na rosnando para os manobreiros trouxas
que estavam acuados de medo. Harry deu um assobio e ela veio at ele.
Olhando os manobreiros apavorados ele jogou um feitio de memria para
faz-los esquecer a moto e ele.

- Harry - Willy disse assim que entraram no quarto - Sue continua muito
bonita, mas eu achei Draco meio diferente, no sei... parece que ele
est adoentado.

- Eu notei a mesma coisa. Eu no deveria te contar isso - ele disse,
emendando a histria de como ele achara que Draco matara a vampira na
vspera. Durante o almoo ele discretamente sondara Sue para saber se
eles haviam realmente estado juntos a noite toda, e diante da
confirmao dela acreditou que no fora afinal Draco o bruxo que ele
vira na noite anterior.

- Ento algum tambm usou a aparncia dele?

- No sei... eu no vi o rosto, posso estar enganado. E existe poo
polissuco ainda.

- E agora, o que voc vai fazer?

- Est neste envelope, - ele mostrou o envelope que Mr. Sandman passara
para ele- Mas meu novo contato  s amanh.... Que tal voc tirar a
tarde de folga e sairmos para uma volta?

- S depois que eu terminar meu servio, espertinho... no demoro.

        Ele sentiu o queixo coar e sem lembrar mexeu na ferida que a vampira
infeccionara. Deu um grito porque quando mexeu, doeu um bocado. Ele
esquecera de passar a poo. Willy veio ver o machucado.

- Harry, isso est horrvel! Como voc conseguiu? Est totalmente
infeccionado!

- Passe aquela coisa ali - ele apontou para o frasco de poo e ela
comeou a passar a poo sobre a ferida. Subitamente ela parou.

- Harry... tem uma coisa horrvel aqui...

- O qu?

- Fique quieto... - ela lavou uma pina que retirou de seu material e
esterilizou com loo de barba, diante de seu olhar intrigado. Ento
para o espanto dele, ela tirou algo de dentro da ferida infeccionada.
Ele sentiu uma dor terrvel. E gritou.

        Comeou a sair sangue de seu queixo e ela tornou a passar a poo. Em
menos de um minuto a ferida sumiu e a dor desapareceu. Ele olhou ento
para o corpo estranho que ela retirara de sob sua pele e perguntou-se
como aquilo fora posto l pela vampira. Ela olhou atentamente para a
coisa e arregalou os olhos, encarando-o. Ainda segurando-o com a pina,
lavou o objeto, que devia ter uns dois centmetros, na pia do banheiro,
retirando todo sangue que ficara grudado. Ento foi mostrar a ele.

        Harry sentiu um choque. O objeto era um minsculo mas inconfundvel
braso de metal fino. O signo sinistro, novamente.

- Como isso veio parar dentro da minha pele? - ele olhava para o braso
apavorado. - Eu vou ter que contatar a agncia com urgncia.

- Harry, eu estou com medo... 

- No se preocupe, Willy... isso deve ter uma explicao... deixe-me
pensar.. metal, metal... a vampira no ps isso sob minha pele, eu
sentiria...preciso fazer uma consulta - ele tirou de sua mala um livro,
o "Grande Livro de Perguntas e Respostas Dos Aurors". Era fino e pequeno
como um livro de bolso, todo escrito com letras midas, to pequenas que
era impossvel l-las. Ele abriu o livro e perguntou em voz alta:

- Existe algum feitio que conjure metal para dentro do corpo de outra
pessoa por uma ferida? O livro agitou-se e folheou-se sozinho como se
desfolhado pelo vento. Abriu na pgina 2031 e cresceu at o tamanho de
um livro normal. Harry pde ver o assunto do tpico relacionado escrito
em letras perfeitamente legveis:

        "Feitio do Espinho de Metal - categoria: logro no-maligno , tipo:
aporte, dano: mnimo. Trata-se de um feitio inventado de brincadeira
por Sandoval, o Magro em 1623, para assustar os amigos que eram feridos
em batalhas, para que acreditassem que realmente tinham lascas de
espadas de inimigos pelo corpo. Consiste em transportar um pequeno
objeto de metal para um ponto sob a pele de uma pessoa,  preciso
faz-lo estando em contato visual com a pessoa a ser enfeitiada, o
objeto deve ser pequeno e fino, at o tamanho de uma moeda de um galeo
no mximo. Ao fazer o aporte , o feitio procurar uma porta aberta na
pele do destinatrio (como um pequeno corte) de onde o objeto possa ser
retirado, no encontrando, o objeto aparecer em qualquer lugar no corpo
da pessoa e poder ser retirado facilmente com o contrafeitio, ver
pgina 2035."

- Ento isso no foi magia negra... provavelmente o bruxo que matou a
vampira quis me dar um aviso... ele tem ligao com quem est mandando
os signos. Ele teve contato visual comigo e conjurou rapidamente o
braso para me advertir: mantenha distncia... tenho que procurar Mr
Sandman. - Harry levantou-se e pegou Edwiges na gaiola. Minutos depois,
a coruja saa pela janela com uma mensagem para a Agncia. At o fim do
Dia ele teria um retorno de Mr Sandman. Ele olhou para Willy, que
tremia. - Calma, meu amor - ele se surpreendeu. Apesar de saber h muito
tempo que a amava, nunca a havia chamado dessa forma.

- Harry... eu estou com medo... - Ela o abraou e olhou-o nos olhos, que
estavam calmos agora. Havia um resto de sangue manchando-lhe o queixo
perto de onde estivera a ferida. Ele a encarou. Ela tinha que se
acostumar com isso.

- Willy, voc acha que no vai agentar ficar casada com algum que pode
morrer a qualquer momento?

- No seja tolo... eu posso morrer a qualquer momento... qualquer um
pode. O que eu sinto ... diferente.  uma espcie de pressentimento.

-------

        Muito longe dali, em Hogsmeade, Sheeba acabara de monitorar Harry por
seu pensieve. Ela sabia que o movimento estava voltando. Era preciso
mandar uma carta para Avatar Fernandez. Ela sabia que o bruxo no tinha
idida do que Harry estava procurando exatamente quando pediu a misso
de Nova Iorque... Sheba achava que logo na primeira misso, Harry
encararia uma prova de fogo... seria bom para ele? Parecia cada vez
menos lgica a distribuio dos signos sinistros. Ela sabia todos que
haviam sido entregues: Harry, Avatar, Moody, Sirius, Angus Stoneheart.
Harry fora o nico que recebera dois. Ele devia ser o alvo pois estava
mais perto de achar quem estava mandando os signos... parecia estranho,
mas ela sabia que ele s correria perigo depois de receber o quarto
signo. "Malditos feitios de confuso".

- Isso  muito maior que parece... ela murmurou... quem est fazendo
isso tem um objetivo oculto.

 

        Eram seis horas da tarde quando a coruja de Mr Sandman chegou. Harry
verificou sua procedncia atravs de todos os sinais secretos de Auror e
abriu-a.

        "Muito bem, Vassoura. 

        Voc acaba de ligar duas coisas aparentemente sem ligao... o camaleo
ento deve estar ligado a quem manda os signos... ou est pessoalmente
mandando-os... boa concluso. Tudo indica que so dois, mas no sabemos
ainda o porque da distribuio dos signos. Est na hora de mudar
novamente, meu caro, eu sinto muito. Hospede sua esposa no Hilton, h
uma sute reservada para vocs l.  melhor que a, concorda? Sua verba
acaba de ser aumentada, cortesia de Mr Sandman. Me encontre no Banana
Bar, no SoHo, s 22:30. Vamos sair juntos em diligncia essa noite. Leve
sua capa de invisibilidade. Prepare-se: ningum esquece uma noite com o
mestre dos sonhos... Ah, nossa msica  "Mercedes Benz", segue a letra
abaixo.

        M.S.

P.S.: Vista-se de bruxo para passar desapercebido." 

-----------

        Harry levou Willy para o Hilton e pediu a chave do quarto. Eram sete e
meia da noite. Ele a levou para o quarto e ficou olhando o olhar
apreensivo dela... ser que fizera o certo? No queria que ela sofresse
pelo resto da vida. E se ele morresse e ela ficasse s? Ser que afinal
de contas a av dela estava certa?

- Minha av no estava certa, Harry. - Harry deu um pulo. 

- Willy... como?

- No sei. - Ela o encarou - desde que voc voltou, eu sei exatamente o
que voc pensa. E gosto cada vez menos do que vejo na sua cabea.

- Willy, ler pensamentos no  corriqueiro nem banal.

- Eu no leio qualquer pensamento... s os seus. E isso comeou na noite
em que meu feitio de memria se quebrou...

- Tem que haver uma explicao para isso.

- Sim, tem... a explicao  que eu te amo, te quero e no quero que
voc me abandone. Nunca - ela deu um passo na direo dele e os dois se
beijaram.

        Ficaram muito tempo deitados abraados, olhando a luz da cidade
penetrando no quarto escuro. Harry tinha agora medo de pensar. Ele no
queria que nada acontecesse a ela, nada. Tinha medo de perd-la e medo
de ficar com ela e faz-la sofrer. Agora entendia porque conhecia to
poucos Aurors casados. Passou a mo nos cabelos dela, como fazia quando
sentia necessidade de proteg-la. Apertou-a de encontro ao peito, sentia
falta dos conselhos de Dumbledore. Se ele estivesse por perto pelo menos
ele no se sentiria to inseguro.

        Estava na hora, ele precisava sair para encontrar Sandman. Levantou-se
da cama e se arrumou rapidamente. Tocou o rosto dela, que o olhava sem
palavras enquanto ele se vestia. Ele a beijou em despedida e saiu do
quarto.

        "Eu preciso tomar uma deciso... depois que isso acabar" - Ele foi em
direo ao elevador sentindo sua alma torturar-se ainda. Ele no sabia
que Willy j tomara uma deciso. E que quando voltasse, no a
encontraria no quarto.

CAPTULO 8- CORAO DE PEDRA, CORAO PARTIDO.

        Angus Stoneheart era um Auror conhecido por no sorrir. Nunca. Ele
tinha 35 anos, media quase dois metros de altura e era daqueles sujeitos
que se tem medo at de olhar. Era moreno e forte, muito forte, de
cabelos castanhos muito curtos, com o nariz quebrado, resultado de uma
luta com um bruxo das trevas quando ele ainda estava na escola de
aurors. Pouco se sabia sobre seu passado, porque ele no era de falar,
muito menos de falar sobre sua vida. Ningum tambm conseguia cham-lo
pelo nome, para todos ele era apenas "Stoneheart" (corao de pedra).

        Harry conhecia muito pouco Stoneheart, e nem imaginava que Mr Sandman
havia chamado o circunspecto auror para sair na mesma diligncia que ele
naquela noite. Quando chegou ao "Banana Bar", perguntou-se porque diabos
Mr Sandman tinha marcado justamente ali... era um lugar realmente cheio
de gente esquisita, mesmo em se falando de trouxas. Agora ele entendia
porque ele devia estar vestido de bruxo, as vestes longas ali chamariam
menos ateno que uma roupa comum. A primeira coisa que ele viu quando
entrou no bar foi um bruxo carrancudo parado num canto com uma cara
terrvel: era Stoneheart, mas Harry no se aproximou porque no havia
orientao para isso.

        Era simplesmente para ele terrvel cantar uma msica ali, no meio de
toda aquela gente mais que estranha, mas afinal de contas ele era um
auror e tinha que seguir as orientaes dos superiores... ele respirou
fundo e comeou a cantarolar:

- Oh, Lord, want you by me a Mercedes Benz..

- My friends all drive Porshes, you must know it can means... -
respondeu uma voz ligeiramente esganiada bem atrs dele "Ah, no" -
pensou Harry "ele se disfarou daquele jeito..."

Virou-se para ver Mr Sandman transfigurado como uma drag queen negra de
quase dois metros de altura com um cabelo loiro penteado num coque no
alto da cabea.

- Ol, pequenino!!! - O travesti disse alegremente - pronto para uma
grande aventura???

- Porque voc faz isso?

- Ah... voc  to preconceituoso... vamos para um lugar mais reservado
- ele disse e arrastou Harry para um lugar onde estava escrito "APENAS
PESSOAL AUTORIZADO". Stoneheart entrou logo atrs dos dois e fechou a
porta. Sandman ficou srio e comeou a passar as instrues:

- Antes que voc pense que eu fiz isso para tirar um sarro com a sua
cara eu explico: estamos atrs do camaleo. Stoneheart achou a pista de
um trabalho que ele pretende fazer esta noite: matar um costureiro
trouxa durante um desfile em Manhattan. Como os casos dos dois se
cruzaram eu resolvi reun-los - Harry e Stoneheart se entrolharam no
muito felizes. - No faam essa cara, eu tambm j tive que trabalhar
com gente que eu no gosto. Eis o mapa: - ele desdobrou um mapa que
ficou flutuando no ar - o desfile vai ser em um restaurante na cobertura
de uma torre com vista para a esttua da liberdade. Vocs dois vo atuar
como anjos da guarda invisveis, usando suas capas, no percam este
homem de vista nem por um minuto. - ele tirou uma foto de trouxa de
algum lugar e mostrou a eles - Ele vai ficar o tempo todo aqui, e eu vou
estar neste lugar danando, mas no se enganem, eu estarei procurando o
camaleo. - ele indicou um ponto no palco. - ponham suas capas de
invisibilidade e vamos aparatar para l agora. 

Stoneheart e Harry deram-se um outro olhar no muito satisfeito e
cobriram-se com as capas. Rapidamente aparataram e chegaram a um canto
num vestirio, repleto de modelos em trajes no mnimo sumrios. Sandman
aproximou-se do costureiro, que fez um escndalo:

- Iguaaaanaaaa! Voc est in-cr-vel!!!! Faltam quinze minutos, querida,
assuma seu lugar!

- Claro, Calvin, eu sei tudo que fazer. 

Harry aprendera a mover-se sem o mnimo rudo sob uma capa de
invisibilidade na escola de aurors, ele podia sentir que Stoneheart
fazia a mesma coisa, do outro lado do costureiro, mesmo enquanto este
movia-se entre as modelos, o mais difcil era no encostar em nenhuma,
agora elas estavam totalmente vestidas e o homem (?) lhes verificava as
roupas e acessrios, bem como a sua maquiagem, para ver se estava tudo
certo. Em pouco tempo, o desfile comeou e ele ficou num movimento
incessante entre elas, que entravam j sacando as roupas
atabalhoadamente para enfiar os trajes da passagem seguinte. J no era
to necessrio preocupar-se em mover-se em silncio, elas faziam um
barulho infernal. Repentinamente, ocorreu a Harry que o Camaleo podia
no estar na assistncia do desfile, mas entre as modelos. Comeou a
observar a atitude delas para ver se no havia nenhuma que na verdade
fosse uma bruxa.

Ele no sabia, mas Stoneheart tivera a mesmssima idia, e agora ambos
prestavam ateno nas modelos, sem notar que no meio da caixa de
cosmticos da maquiadora havia um objeto estranho de cerca de 35
centmetros: uma varinha mgica. Do lado de fora, Sandman, na pele da
Drag Queen sabia exatamente o momento em que seria mais fcil "provocar
um infarto" no costureiro. A hora em que ele estivesse na passarela
agradecendo o sucesso do desfile, quando uma luz verde passaria
totalmente desapercebida no meio das centenas de flashes de cmeras de
fotgrafos trouxas. Por isso se colocara l, mas tinha quase certeza que
o Camaleo estava disfarado no meio do "Staff" do costureiro.

Ento, a noiva da coleo entrou na passarela e o costureiro disse: 

- Prontas para a entrada final! Do jeito que est, fica. No tem mais
tempo para produo! 

As modelos foram se colocando  porta de sada para a passarela e Harry
ficou olhando para elas... no, nenhuma delas escondia varinha mgica...
nenhuma. O assassino devia estar na assistncia... elas foram entrando
batendo palmas e o costureiro ficou por ltimo, ningum mais ficou para
trs, s uma mulher que parecia arrumar o camarim. Harry seguiu o
costureiro, que entrava na passarela. Ele estava chegando  ponta quando
Harry sem saber porque olhou para trs. Ele viu algo que saa da cortina
que separava a entrada do camarim do palco, e antes de pensar em mais
nada, agiu.

O costureiro deu um tropeo e caiu bem na beirada da passarela,
despencando sobre as cadeiras da assistncia. O fotgrafo que registrou
este momento, quando revelasse as fotos, no dia seguinte teria uma
surpresa: um facho de luz verde bem no alto, acima alguns centmetros da
cabea do costureiro. Harry levantou-se rpido, trombando em Stoneheart
no caminho, os dois corriam pela passarela, l no comeo desta, o
costureiro tinha uns hematomas, cortes e escoriaes, mas escapara ileso
do "Avada Kedavra" que fora encomendado para mat-lo. Harry,um pouco
atrs de Stoneheart, viu quando o capuz dele caiu e sua cabea ficou
visvel. Isso trouxe problemas para ele. 

Uma luz derrubou Stoneheart, Harry continuou correndo e pulou por sobre
o corpo desacordado do outro auror, sentiu que algum vinha atrs dele,
era Sandman, ele no podia parar nem deixar que o capuz casse e ele
ficasse visvel para a bruxa, que descia pelas escadas de incndio da
torre, j chegando ao trigsimo andar, com quase seis lances de
vantagem. De vez em quando ela soltava um feitio para trs. Harry teve
uma idia e desaparatou alguns andares abaixo... quando ela ia passar
por ele, a agarrou. Estava na pele de uma mulher de seus quarenta anos
meio cheinha e de cabelos curtos, culos de grau. Mr Sandman ainda
estava descendo velozmente, mas estava quase dois andares acima deles.
Eles estavam travando uma luta e Harry tentava tirar dela a varinha que
ela segurava firmemente na mo pequena e gorducha. Repentinamente o seu
capuz caiu e ele viu que ela o reconhecia.

- Harry?! - o tom em que ela disse isso o incomodou... no parecia
normal ser chamado pelo primeiro nome por uma assassina de aluguel. 

Ele a encarou tentando reconhecer alguma coisa nos olhos da
desconhecida. Eles pararam de lutar um segundo e aconteceu: uma luz saiu
da ponta da varinha dela, derrubando-o pela grade, ele se segurou como
pde e a bruxa desaparatou. Estava mais de vinte andares acima do cho,
escorregando e tentando segurar-se sem deixar escorregar a varinha
mgica das mos, quando Sandman chegou at ele e ia peg-lo, ele caiu.

Cair de um prdio nem se comparava com cair de um abismo de dois mil
metros... ainda mais quando se usa uma roupa protetora como a que sua
madrinha dera para ele h alguns anos... ao balanar no ar por alguns
segundos diante de alguns transeuntes, ele agradeceu mentalmente 
Sheeba pelo presente, talvez pela dcima vez desde que o ganhara.

Antes que algum dissesse qualquer coisa, ele lanou um feitio de
memria nos passantes perplexos e pegou no cho a capa de invisibilidade
que escorregara e cara suavemente atrs dele. Vestiu-a num segundo e
aparatou de volta para onde estava Sandman. Stoneheart estava descendo a
escada, meio invisvel por causa da capa... Harry baixou o capuz para
que eles pudessem v-lo. Sem uma palavra, Sandman abriu a porta da
escada de incndio, entrando no prdio. Abriu a porta de um escritrio
com um feitio e eles entraram.

- Muito bem, Potter... pode me dizer porque afinal de contas voc deixou
que o camaleo escapasse tendo ele nas mos???

- Eu quase a peguei, mas...

- NO TEM MAS NEM MEIO MAS! VOC NO  MAIS UM GAROTO NA ESCOLA NEM UM
ASPIRANTE... TENTE COMPREENDER QUE VOC AGORA  UM AUROR!

- Sandman... - o outro auror tentou dizer

- Fique fora disso, Stoneheart.

- Sandman... ele salvou a vida do trouxa... eu estava do lado do sujeito
e no vi... mas ele viu. Ele foi atrs da bruxa... seja justo. Ele  um
pssaro novo. - a afabilidade com que o auror disse essas palavras
surpreendeu Harry. Nunca imaginou que Stoneheart fosse assim. Sandman o
encarou.

- Porque voc a deixou fugir?

- Na verdade, ela me assustou... quando meu capuz caiu ela me
reconheceu.

- E da, que ela te reconheceu? Esqueceu que em cada livro de histria
bruxa contempornea tem uma foto sua?

- No foi assim, ela me chamou de "Harry", como se me conhecesse...
mesmo, entende?

- Muito estranho... bem, ganhamos 50% da noite... pelo menos salvamos o
costureiro. Mas que voc foi estpido, foi. Deveria t-la desacordado,
ou o que o valha. Bem, eu vou embora. Mandarei corujas para cada um...
at - ele desaparatou e Harry olhou o relgio: uma da manh. Era hora de
ir para casa.

- Vamos tomar um caf, Potter. Eu preciso conversar com voc. -
Stoneheart surpreendeu-o com o convite.

        Eles saram do prdio pelos fundos, haviam transfigurado suas roupas em
roupas comuns e guardado as capas de invisibilidade. Entraram num caf,
deserto quela hora e Stoneherart pediu dois capuccinos a uma garonete
que dormitava atrs do balco. Eles sentaram-se e o bruxo o encarou com
seus olhos castanhos, a mesma expresso de pedra que Harry conhecia
desde o segundo anos da escola, quando eles haviam comeado a simular
misses com aurors em atividade..

- Potter... o que est acontecendo? Voc foi um dos melhores alunos da
escola, eu sei disso. Mas agora parece que est disperso. 

- Eu no sei se devo falar com minha vida pessoal com voc. - o outro
bruxo quase sorriu.

- Claro, como falar sobre vida pessoal com quem no tem uma, no 
mesmo?

- No  isso. Voc no me conhece.

- Realmente. Eu no te conheo, mas estou nessa h mais tempo que voc.
Potter, foi seu casamento, no foi? As coisas no esto sendo do jeito
que voc imaginava?

- No, no  isso... que Willy, bem, Willy sofre ao me ver voltar das
misses, entende? Eu no agento mais deix-la trancada em quartos de
hotel enquanto trabalho. E quando chego ela parece sempre amedrontada e
confusa... e teve aquela coisa do signo que apareceu sob a minha pele.

- Potter... voc acha realmente que eu no tenho vida pessoal?

- Acho.

- Pois eu tenho, tenho mulher e dois filhos. E eles sabem que eu sou um
auror. Mas quando volto para casa... o trabalho no entra. 

        A revelao deixou Harry calado. Nunca imaginara que o bruxo fosse
contar este tipo de coisa para ele, ele era geralmente muito reservado.

- Porque voc est me dizendo isso?

- Porque apesar de minha aparncia feroz, eu gosto de ajudar os outros.
V, volte para sua garota e aja como se tudo tivesse se desenrolado s
mil maravilhas...

        Harry desaparatou a algumas quadras do hotel. Ia andando com as mos
nos bolsos do casaco, sentindo o ar da madrugada bater no seu rosto.
Nova Iorque no parava nunca, havia trnsito e gente nas ruas, a cidade
parecia viva como nunca, no to viva como durante o dia, mas muito
viva... ele sorriu. Porque deixar-se levar pelo medo? Ele no a esperara
por seis anos? No importava muito o que estava acontecendo do lado de
fora... ela agora queria abra-la e am-la como esperara tanto tempo
para fazer. Entrou no quarto com uma vontade louca de ver Willy... mas
ela no estava deitada na cama. Tinha ido embora, deixando apenas um
bilhete.

------

        O bruxo esperava sentado numa cadeira, olhando pela janela. L embaixo,
o bairro do Bronx tentava dormir, entre o movimento das gangues. Uma lua
plida iluminava o alto dos prdios, e na rua, ningum se atrevia a
andar, apenas uma mulher, que vinha na direo do prdio onde ele
estava. Era magra e jovem, no podia estar andando por ali sem medo do
que havia em volta. Um tempo depois, ela abriu a porta bem atrs dele.

- No posso continuar - ela disse - voc sabe porqu.

- Voc vai continuar, garota... no esquea que voc tem uma dvida
comigo - o bruxo olhava pela janela, ignorando a bruxinha atrs dele.

- Eu no posso. Voc sabe que eu o amo. 

- Eu sei, e isso torna as coisas mais divertidas... no se preocupe, meu
pequeno corao partido... eu farei algo por voc. Ele se virou para ela
e lanou novamente o feitio que a fazia ser sua escrava. Os olhos da
bruxa se vidraram. L fora, em algum lugar algum gritou.

CAPTULO 9 - CORRIDA NO ESCURO

        "Harry,

        Eu no estou te abandonando. Eu ainda te amo, mas no posso viver vendo
em seu seus pensamentos que voc se preocupa mais comigo que com sua
misso. Eu vou me afastar de voc, e no queira saber onde estarei. Eu
tambm preciso me resolver, preciso saber o que eu quero.

        Se ainda assim voc me quiser, me encontre daqui a dez dias, em
Hogwarts. E prometo que nunca mais te deixarei.

        Com amor,

                                                                                        Willy"

        "Porqu? Porque Willy foi embora?" Ele pensava, revoltado. Havia
tentado dormir, mas no conseguia, imaginando para onde ela fora, e
porque fora deixando para trs s um bilhete... que motivos ela teria
para deix-lo desta forma? Isso no era justo. Era nestas horas que ele
sentia mais falta do professor Dumbledore... ele costumava receber uma
coruja por ms do professor, que nunca dizia onde estava, mas sempre
parecia estar se divertindo muito... parecia que para Alvo no havia
mais com o que se preocupar, ou antes, que agora no era mais problema
dele... realmente ele j tinha feito muito.

        Hoje ele no sabia o que faria, era s esperar o que Sandman mandaria
ele fazer... estranho, nunca desde que o conhecera, ele havia gritado
com ele como na noite anterior, Mr Sandman era normalmente calmo e
controlado, dificilmente ele o via perder a pacincia com alguma coisa,
e ele nunca o havia chamado pelo nome, como na noite anterior... e era
engraado, no momento da bronca, Harry teve a sensao que j o conhecia
h muito tempo, antes mesmo da escola de aurors.

        Fechou os olhos e tentou pensar em alguma coisa, para passar o tempo,
um desnimo enorme tomava conta dele, e ele estava realmente em dvida
se ia ou no encontrar Willy dali a dez dias. No era momento de agir...
deveria esperar, apenas esperar.

        Demorou dois longos dias at que a coruja de Mr Sandman entrasse pela
janela, com novas instrues.

        "Ol, Vassoura.

        Estive reunido com Avatar, ele est na Amrica. Dentro de uma semana
haver uma reunio, e todos os Aurors em atividade estaro nela. At l,
voc vai mudar de parceiro. Stoneheart achou novamente a pista do
camaleo, vocs dois vo atrs dele esta noite. Encontre-o no endereo
abaixo, ele dar as instrues. E use algum disfarce.

        At a reunio,

                                                                                        M.S."         Uma hora antes do combinado, Harry se olhava no
espelho. Era preciso fazer sua primeira transfigurao pessoal extensa
desde que se tornara um auror. Ele ficou se olhando e imaginando que
aparncia disfararia sua figura, avaliou as possibilidades...
rapidamente ento, decidiu, e em alguns minutos, estava perfeitamente
disfarado. Apontou para os culos ento e disse:

        - Lusco fulgor - embora ainda estivessem l, os culos haviam
desaparecido. Ele se encarou no espelho, vendo as feies de um homem
mais velho, com um estranho cabelo louro escorrido numa franja pela
testa e olhos azuis lmpidos. Dificilmente algum o reconheceria com
aquela aparncia. A cicatriz, impossvel de ser retirada sem dor, ficara
oculta sob a franja, agora ele transfigurara suas roupas e usava uma
jaqueta de couro e camisa verde escura, com calas jeans. Nenhum
vestgio de aparncia bruxa. Saiu do quarto do hotel e rumou para o
lugar combinado, usando a motocachorro. Saltou e deixou-a na rua... no
era preciso se preocupar afinal com ladres... quem tentasse roubar a
moto, que agentasse as conseqncias.

        Ele havia combinado com Stoneheart a roupa que usariam, para que no se
perdessem. Stoneheart estava do mesmssimo tamanho, mas ruivo e com o
cabelo longo preso num rabo de cavalo, usando um casaco camuflado cinza
e calas negras. No foi to difcil localiz-lo, mesmo ele estando
completamente diferente. O lugar onde estavam, perto do porto de Nova
Iorque, era realmente barra pesada.

- Oi Joe - disse Harry para Stoneheart

- Oi Jack. - Era ele mesmo... usava o nome falso combinado.

- Porque aqui? - Harry perguntou em Alemo, era o combinado. Ambos
falavam Alemo muito bem, depois da temporada na escola de aurors

- Porque eu o achei... ele est aqui muito perto. 

- Aqui? 

- Sim. Descobri porque afinal ele mata trouxas. Ele est fazendo
dinheiro.

- Como assim?

- Seja l quem ele , ele quer fazer algo grande... ele ou eles, cada
vez tenho mais dvidas. Ele tem uma conta, h um cofre annimo num
Gringotes do Canad que  supostamente movimentado  distncia. Por isso
odeio duendes, eles fazem negcios com qualquer um.

- E como ele movimenta a conta?

- Ele usa cada vez um portador diferente... no d para desconfiar? 

- Ele vai sempre com uma aparncia diferente, ento. E como voc
arrancou essa informao dos duendes?

- No foi fcil... eu tive que usar meu conhecimento, todos os
argumentos disponveis e meu tamanho. - Stoneheart quase riu.- e
descobri que cada vez que ele matava um trouxa, o usurio secreto
trocava grande quantidade de dlares por galees... ele j tem uma
fortuna de quase 200 mil, em apenas cinco anos. Tambm, j matou gente
no mundo todo. E cobra caro... a morte sempre parece acidental, os
trouxas sequer desconfiam de assassinato.

- E o que o porto tem a ver com isso?

- Lucino Consenza, um mafioso. Ele encomendou um crime ao camaleo, e
vai pagar um adiantamento no cais 4, esta noite. 

- Como voc descobriu?

- Amigos na polcia trouxa, eles esto atrs do Consenza, e eu do
Camaleo. Une-se o til ao agradvel... vamos.

        O cais quatro tinha um grande armazm, que pertencia a Lucino Consenza.
Ele chegou num grande carro preto. Harry e Stoneheart puderam ver tudo
de onde estavam, ocultos por capas de invisibilidade. Stoneheart abriu
um grande porto com um feitio, para que os policiais trouxas pudessem
entrar por ali, mas ele no dera o horrio certo a eles, queria pegar o
camaleo sem interferncia da polcia dos trouxas.

        Consenza olhava o relgio impaciente, praguejando com os seus capangas.
Subitamente, no silncio do cais comeou a ecoar o som de passos. Uma
pessoa vinha andando na direo do mafioso, vinha sozinha e sua figura
estava oculta por um sobretudo preto e um chapu. Stoneheart disse:

- Quando ele chegar prximo ao mafioso...

- Ok - sussurou Harry.

        O vulto parou em frente a Consenza. Stoneheart disse:

- Agora!

        Os mafiosos no entenderam nada. O vulto comeou a correr e Harry
gritou palavras mgicas desacordando todos os mafiosos antes que estes
pudessem atirar, Stoneheart havia sado correndo atrs do camaleo, que
por algum motivo, no desaparatara. Harry acabou de conjurar cordas nos
homens e saiu atrs deles. Teve uma idia, e correu para a moto, que
ficara do lado de fora do porto que Stoneheart deixara aberto, apenas
alguns metros atrs dele. Em segundos estava atrs dos dois, ainda sem
entender porque o camaleo no conseguia desaparatar. Numa manobra no
mnimo arriscada, ele saltou da moto sobre o corpo do homem . Os dois
rolaram e Stoneheart agarrou a figura no cho, erguendo-a . Era um homem
baixo e magro. Stoneheart olhou para ele e disse:

- Esse sujeito  trouxa!

- Eu no fiz nada... um homem... ele me disse uma coisa e eu no lembro
de mais nada... ele disse que ia me dar mil dlares para eu apanhar uma
coisa... no lembro o que.

- Ele deve ter feito algum feitio neste sujeito, para ele no ter idia
do dinheiro que havia na maleta. Ele deve ter desconfiado de alguma
coisa

- Ento... - disse Stoneheart - no podemos deix-lo esperando, no 
mesmo Joe?

- Claro, Jack - disse Harry. Sabia o que eles iriam fazer.

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        Todo Auror tem um pequeno kit de sobrevivncia, que inclui o manual de
perguntas e respostas, algumas poes, contra venenos, frasco de
veritasserum e ... um pequeno frasco de poo polissuco. Harry insistiu
com Stoneheart para ir atrs do Camaleo pessoalmente, embora ele
tivesse dito que isso era uma temeridade, mas no havia tempo e
Stoneheart acabou cedendo. Harry trocou de lugar com o trouxa e foi
encontrar com o bruxo, num caf  beira do cais. Stoneheart iria sob uma
capa de invisibilidade, dando-lhe cobertura. Deixaram o homem
desacordado e inconsciente sob a capa de Harry, mas antes, atravs de um
feitio um pouco complexo, haviam feito ele projetar numa parede a
imagem de seu contato, era um homem gordo e baixo, que j estava no caf
quando eles entraram.

- Ento? Trouxe a maleta? - O homem perguntou a Harry um segundo antes
de ser posto inconsciente por Stoneheart. 

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        - Enervate! - Stoneheart trouxe o bruxo de volta  conscincia quando
ele j estava amarrado com fortes cordas conjuradas. - Beba isso - ele
empurrou um gole de veritasserum goela abaixo do bruxo - nem pense em
cuspir... eu no costumo ser to tico quanto meus superiores, e estamos
bem longe deles.

        Estavam num pequeno apartamento, os outros aurors chegariam a qualquer
minuto. Era onde Stoneheart ficava quando estava em Nova Iorque, um
apartamento minsculo perto do metr em Manhattan.

- Voc  o camaleo?

- No.

- Voc trabalha para o Camaleo?

- Trabalho.

- H quanto tempo?

- Desde que fugi da priso, h um ano.

- Diga seu nome.

- Nagashi Ikeda - Harry ento deu um salto. Era o bruxo dos brinquedos
assassinos!

- Porque voc trabalha para o Camaleo?

- Tenho uma dvida ..

- Que tipo de dvida?

- Feitio contritus...

Stoneheart e Harry se olharam. O feitio contritus era uma maldio
antiqussima em que o endividado se tornava quase um escravo do
feiticeiro que o proferia, estava banido h mais de cem anos. Harry
perguntou:

- Para fazer esse feitio, ele precisava ter feito algo por voc... qual
o favor que ele fez para conjurar a maldio?

- Ele me ajudou a sair da cadeia. 

- Quem  o Camaleo?

- No sei. Ele aparece para ns cada vez com uma aparncia diferente...

- Ns?

- Eu e a garota.

- Que garota?

- No sei. Eu sei que h uma garota, mas ela e eu sempre nos encontramos
com a aparncia de outra pessoa. Ns dois usamos poo polissuco. Ele
sabe como ns somos, mas ns no sabemos como ele . 

- E onde ele est? E a garota?

- No sei onde ele est.... a garota foi fazer um servio para ele.

- Que tipo de servio?

- Uma morte.

- Quem ela vai matar?

- Algum em Hogsmeade.

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- POTTER, NO SEJA LOUCO!

- Eu no estou sendo louco... pense. Ele mandou a garota para Hogsmeade,
fazer um "servio". Ele tem mandado os signos sinistros. Sirius recebeu
um. Ele quer matar meu padrinho. A garota foi para l... 

- Voc no tem autorizao. E pode no chegar a tempo.

- Eu vou desaparatar.

- O QU? Voc  louco? Como pretende desaparatar da Amrica para
Inglaterra? No  to simples assim.

- Eu vou de moto. Eu j desaparatei com ela outras vezes. Parece que ela
ajuda.

- No posso permitir isso.

- Impea-me

- Voc vai morrer. Ningum desaparata para outro continente sem anos de
treinamento. Voc sabe a extenso do Atlntico?

-  maior que a distncia daqui a Nevada?

- E eu que sei?

- Ento, no me impea, adeus, Stoneheart... 

Harry subiu na moto e ps o capacete. Antes de dar a partida, ainda
disse:

- Lembranas a Mr Sandman.

Correu velozmente em direo do cais de Nova Iorque. O vento batia em
seu corpo, ele apertava os dedos em volta dos pegadores do guidon da
moto, o cais foi se aproximando e  frente dele, imenso, negro e
ameaador, o Atlntico em toda sua extenso. Deu uma ltima olhada na
esttua da liberdade, e acelerou, pensando firmemente em seu objetivo:
Hogsmeade, Inglaterra.

Quando atingiu o fim do cais, sentiu uma luz envolv-lo.

 

CAPTULO 10 - DUELO EM HOGSMEADE.

        Willy havia chegado e Hogsmeade um dia depois de ter deixado Harry em
Nova Iorque, antes, havia passado na fundao e visto os antigos
companheiros de seu pai. Fora deprimente ser olhada como uma pobre
menina rf novamente por todos aqueles bruxos que conheciam seu pai h
tanto tempo. Se ainda Silvia Spring estivesse l.... mas ela tinha se
mudado definitivamente para a Esccia depois que havia casado com Lupin.

        Ela no se sentira disposta a aparatar... para ela fazer a viagem de
trem foi mais reconfortante que uma aparatao, assim como fora melhor
realmente atravessar o Atlantico de Metr Bruxo. Deu um sorriso triste
quando viu as torres de Hogwarts ao fundo da paisagem... quanto tempo,
doa ver aquelas montanhas, pensar em tudo que perdera estando tanto
tempo afastada. Doa pensar em Harry.

        Sheeba j a esperava, tinha monitorado Harry e tinha certeza que se ela
o deixara em Nova Iorque, o que no era de se surpreender, afinal de
contas, ler os pensamentos de um auror em atividade no era para
qualquer uma. Sheeba no tinha nenhum objeto de Willy mas tinha certeza
que ela viria, afinal, ela havia marcado com ele em Hogwarts e no
voltaria para o deserto para que a av dissesse que estivera certa o
tempo todo. 

- Ol, Willy! - Sheeba sorria para ela, assim que desceu do trem

- Ol, Sheeba - Willy olhou para a bruxa desconfiada, mas relaxou ao ver
que ela usava luvas refletoras.

- Eu tinha certeza que voc viria... ns precisamos conversar, de mulher
para mulher.

Willy engoliu em seco. Era hora de enfrentar os seus sentimentos.

A casa de Sheeba estava coincidentemente com a mesma decorao da ltima
vez que Willy estivera l, uma decorao com sofs grandes e macios onde
Willy sempre gostara de afundar-se, sentindo seus pensamentos
abandon-la.

- Muito bem - Sheeba disse enquanto servia-lhe o ch - porque voc est
com essa angstia toda? Onde foi parar a menina linda que eu conheci
numa floresta e que no tinha medo nem de enfrentar Voldemort? - Willy
comeou a chorar. As palavras saram num turbilho, sem que ela soubesse
porque.

- Eu no consigo lidar com isso, Sheeba, entenda que  como se eu
tivesse acabado de acordar depois de um sono de cinco anos... eu nunca
aceitei muito bem minha outra realidade, nem minha av, nem as coisas
estranhas que aconteciam por l - Willy deu um suspiro - eu s tinha
consolo no trabalho, as pessoas ainda me censuravam porque eu nunca quis
me casar com um astro do Quadribol...ento Harry apareceu e eu achei que
ele fosse a soluo para tudo...

- Mas descobriu que a soluo pode no ser assim to fcil, no ?

- E agora? Eu comecei a ler os pensamentos de Harry, no princpio aos
poucos... eu vi quando ele hesitou em me contar que meu pai havia
morrido, e fui direta com ele... depois eu vi que ele estava sentindo-se
angustiado... Sheeba, eu estava atrapalhando ele...

- No, no estava... ele se atrapalhou sozinho por no saber como
conciliar o trabalho e seus sentimentos... isso realmente  algo novo
para ele, que passou cinco anos estudando sob o refgio seguro de um
noivado sem sentimentos... sabe o que vocs precisam?

- No.

- De tempo... isso que voc est tendo, tempo para sentir a falta que
ele te faz. Me diga se ele no te faz falta, Willy.

- Ele faz toda falta do mundo.

- Ento, fique aqui... e espere ele chegar.

- Posso te pedir uma coisa? No me toque sem luvas refletoras... eu no
quero saber meu futuro.

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        Na manh de sexta feira, as crianas entraram fazendo uma algazarra
infernal pela lareira. Sheeba sorria para os filhos. Hope, vestida de
azul como sempre, pulou no pescoo do pai assim que o viu. Sirius sorriu
divertido. Por mais que reclamasse, ele sentia uma falta monstruosa dos
filhos. Ele encarou a menina que o olhava de cenho franzido, no usava
luvinhas protetoras, cortesia de sua sogra, que no aprovava uma menina
to nova de mos enluvadas.

- Papai... no v l fora.

- O que, Hope?

- No v l fora... algum quer te matar.

- Muito obrigado por me manter informado, pingo de gente com ares de
pitonisa - Sirius riu, mas seu sorriso no foi muito confiante.

- Eu estou falando srio, papai - era impressionante como uma menina de
sete anos incompletos podia soar to fatal - tem algum na cidade
querendo te matar... uma mulher.

Nesse momento, Willy vinha entrando na sala e Hope gritou:

-  ela, pai!  ela que quer te matar!

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        Sheeba encarava Hope sria. Havia levado-a para o quarto de hspedes e
agora insistia em toc-la.

- Sheeba... voc tem que confiar em mim... eu te pedi que no me tocasse
porque eu no queria saber se Harry viria ou no... eu no estou aqui
para matar Sirius.

- Voc no est entendendo, Willy. Eu acredito em voc, afinal conheo-a
desde que voc era apenas uma menina e sempre soube o quanto voc era
boa... mas preciso tocar em voc para saber porque Hope teve essa viso.

- Ela deve estar enganada!

- No, Hope  exatamente como eu. Nunca se engana, tendo as mos nuas.

- Ento, se  assim, adeus - Antes que Sheeba a alcanasse, ela pegou
sua maleta no cho do quarto e foi para a sala, pegou um chaveiro sobre
a mesa e o girou, soltando-o em seguida. O chaveiro caiu no cho e Willy
havia desaparecido. Sem hesitar por um segundo, Sheeba a seguiu.

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        Ela estava no alto de uma colina em Hogsmeade agora... esperando, cedo
ou tarde seria a hora de matar Sirius Black. Era agora s esperar
debaixo de sua capa de invisibilidade a hora certa.

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        Harry sentiu as rodas da moto tocarem a gua, seus olhos teimavam em
no acostumar-se com a claridade, afinal, sara de Nova Iorque com a
noite fechada e agora estava em algum lugar onde era dia, perdeu o
controle da moto, que deslizava confusa sobre a gua, afundando cerca de
um metro de vez em quando, Repentinamente seus olhos acostumaram com a
claridade e ele foi obrigado a dar uma guinada violenta para cima com a
moto, para no bater contra um rochedo que surgiu na sua frente. Com um
ronco fundo e irritado (pois provavelmente nunca havia aparatado uma
distancia to grande) a motocachorro ergueu-se em direo ao cu e ele
pde ver onde estava.

        Estava a alguns metros de uma praia que ele calculou ser no extremo sul
da Inglaterra, ele olhou em volta e viu a paisagem para se certificar,
dando um sorriso. Ningum aparentemente havia testemunhado sua
performance e ele procurou ser rpido ao descer na praia, a moto fazendo
sulcos profundos com os pneus na areia escura. Ele rodou at achar uma
estrada e uma placa. Estava perto de Southampton. Olhou a estrada.
Estava muito longe ainda de Hogsmeade. Parou a moto na beira da estrada,
porque estava sentindo-se mal do esforo que fizera para aparatar toda a
distncia do Oceano Atlantico. Respirou fundo por cerca de um minuto,
ento perguntou  moto:

        - Voc vai ficar muito irritada se formos at Hogsmeade?? Acho que eu
ando abusando um pouco de voc.... - A moto roncou fundo indignada por
alguns segundos e ele achou energia em algum lugar para rir. - Obrigado.
Voc  a melhor moto do mundo.

        Harry subiu na moto e arrancou velozmente pela estrada, como fizera na
primeira vez que aparatara usando-a . Sentia um desconforto normal,
afinal cruzara um oceano em questo de segundos, mas ainda no era hora
de desmaiar ou coisa parecida, trincou os dentes e sentiu que
desaparatava.

        Agora, rodava pela estrada que levava a Hogsmeade, atravs de uma
floresta, em breve, veria sua colinas, quela poca do ano totalmente
verdes. Ele deixou a moto na beira da floresta e ia seguir quando deu
por falta de sua capa de invisibilidade, que ficara esquecida no
apartamento de Stoneheart. Ele teria que dar um jeito sem ela.

        Viu que a colina estava deserta e comeou a sub-la, quando ouviu uma
voz o chamando . Ele havia acabado de passar pelo lugar onde, quase sete
anos antes, ele e Willy tinham sido seqestrados pelo pai dela. Ele
voltou-se e viu Willy, parada atrs dele, no alto da colina, usando uma
veste negra.

- Willy? O que voc est fazendo aqui?

- Eu vim para c.... para pensar... sobre ns dois.- ela veio andando na
direo dele, o vento batia nos cabelos dela... ela estava linda.

- Willy, agora no tenho tempo... Sirius corre perigo, entende? V
embora, procure ajuda - Ignorando-o, Willy aproximou-se dele rpida o
suficiente para que ele no entendesse o que acontecia.

- Harry, me beije - ela abraou-o e ele ficou tentando entender porque
afinal de contas no conseguia dar nem mais um passo. Ele olhou para
ela, hesitando um instante

- Harry! - a voz de Willy ecoou, gritada de uma outra colina, distante
desta. Ele olhou assustado na direo de onde viera o grito. Willy vinha
correndo de l tambm. Sentindo-se confuso, mas com uma intuio que no
o enganava, ele agarrou a garota que estava nos seus braos,
perguntando:

- Quem  voc ?- ele julgou ver um brilho atravessar os olhos da menina.

- Harry, seu sou Willy... eu te amo.

- No, voc no  Willy. Eu conheo muito bem minha mulher.

- Voc me conhece tambm, Harry Potter - com um safano, a Willy que
estava em seus braos se desvencilhou, correndo na direo de Hogsmeade,
tirando de dentro da veste uma varinha.

        Harry seguiu-a e rapidamente, sacou sua varinha, gritando:

- Expeliarmus! - o feitio atingiu a garota nas costas, ela caiu para
frente mas conseguiu evitar que sua varinha casse, levantando-se depois
de rolar rapidamente. A outra Willy apareceu mais prxima agora, com
Sheeba logo atrs dela. Acuada, a primeira Willy entrou rapidamente na
casa dos gritos.

- Harry - Sheeba disse, assim que se encontraram em frente a casa -
precisamos impedir que ela saia da casa... vou chamar Sirius.

- Sheeba, essa casa tem uma passagem para Hogwarts, ela no pode escapar
por ela, tenho que agir rpido. No h mais tempo para nada, eu vou
entrar, cuide para que ela no saia. Isso vale para voc tambm, Willy.

Ele entrou rapidamente na casa, prestando ateno na sua prpria
respirao, tentando localizar a bruxa atravs de algum som. Ouviu um
barulho abafado, vindo de algum lugar no segundo andar da casa, mas no
era idiota, sabia que a garota queria atra-lo para l.... era preciso
fazer algo que ela no esperasse. Ele apontou para o teto e disse:

- Deleterio! - antes que o teto desabasse, conjurou uma proteo
improvisada a sua volta e viu o teto ruir. A bruxa com a aparncia de
Willy cara junto. Uma grande lasca de madeira atravessara sua perna na
altura da coxa, olhando rapidamente ele viu que se no fizesse nada, ela
iria morrer. A lasca atravessara sua veia femoral, e saa muito sangue
da ferida. Ele arrancou rapidamente a lasca de madeira e ia proferir um
feitio de cura de emergncia , quando ela disse:

- Deixe-me morrer. - ela segurava seu brao com uma fora descomunal,
estava desarmada e plida, olhava para ele com um olhar desesperado e ao
mesmo tempo, tristonho. Harry a encarou e disse:

- Nunca. - ele j a reconhecera, ele sabia que no era Willy. Soubera
quem estava com a aparncia dela assim que ela dissera que o amava. Ele
proferiu o feitio de cura srio, conjurou ataduras na coxa dela e ento
perguntou:

- Porqu, Bianca?

CAPTULO 11 - PORQU, BIANCA?

        Harry estava olhando para ela, amarrada, deitada sobre os escombros.
Ela j voltara a sua aparncia normal, linda com sua face larga e
morena, herdada dos avs peruanos, seus cabelos negros e cheios e seus
grandes olhos negros como os de seu pai, o francs Daniel D'Anime. Ele
olhava a bela escocesa que fora sua noiva por cinco anos perplexo, nunca
imaginaria que justamente ela se tornaria uma praticante das artes
negras.

- Bianca, porqu? O que te levou a isso?

- Eu prometo te contar, contanto que voc no leve isso como argumento
para o meu julgamento... Eu quero ser condenada.  o que eu mereo
depois de te sido to fraca. Voc no precisa usar veritasserum em
mim... mas vou entregar uma confisso diferente daquela que farei a
voc.. Peo que aceite e entenda - ela levantou os olhos para ele
suplicante - no foi culpa sua.

- Eu prometo que vou ouvir sua confisso. Mas tenho que entender porque
voc fez isso.

- Harry... eu tenho uma dvida com o Camaleo.

- Eu calculei. Parece que ele s consegue seguidores sob presso. Voc
j viu o rosto dele?

- Nunca o rosto real. Ele  capaz de fazer transfigurao total.

        Harry comeou naquele momento a considerar realmente o Camaleo um
inimigo perigoso. Ele s conhecia duas pessoas capazes de transfigurao
total, e s vira um apenas execut-la, e este era Mr Sandman. O outro
era Alvo Dumbledore, levando-se em considerao o poder de ambos, era de
se preocupar se o Camaleo tinha esse poder. At ento tivera esperana
que ele apenas usasse poo polissuco. Harry a encarou de novo.

- Porque voc contraiu uma dvida com ele?

- H oito anos, quando eu ainda estava em High Hill, um general trouxa
procurou meu pai... ele era americano, conhecia um bruxo no muito tico
que indicou meu pai... esse general era fantico por miniaturas,
particularmente miniaturas de guerra. Ele queria dois exrcitos de
miniaturas, que lutassem entre si incessantemente. Que tivessem a
capacidade blica de um pequeno exrcito. Ele era um fantico por
guerra.

- Nota-se.

- Meu pai no queria fazer os brinquedos... existe a lei, no podemos
dar brinquedos bruxos a um trouxa. Mas o general ofereceu muito
dinheiro... uma quantidade incalculvel. Acho que se minha me ainda
estivesse casada com meu pai, talvez ele no tivesse aceito, ele mudou
muito depois que eles se separaram, enfim, se na poca eu soubesse de
alguma coisa... eu teria conseguido evitar tudo, meu pai nunca me negou
nada, voc sabe.

- Sim, eu sei. O que aconteceu depois?

- O trouxa morreu antes de um dos exrcitos ficar pronto, acidente de
avio, meu pai lamentou-se que no pudesse ter entregue os brinquedos,
mas depois concluiu que fora o melhor, imagine se os brinquedos parassem
na mo de trouxas depois dele morto. Meu pai decidiu destruir o pequeno
exrcito, mas voc sabe o que ele pensa em relao aos brinquedos.

- Ele no teve coragem de destru-los...

- Exatamente, ele trabalhara muito bem, eram perfeitos. Ele decidiu
guard-los na sua coleo pessoal, mas antes fez um feitio para impedir
que eles usassem seu potencial letal. 

- E como eles se tornaram assassinos?

- Ikeda - ela disse com raiva - eu nunca gostei dele... eu no gostava
da forma como ele me olhava. Eu achava que ele era mau, eu sabia que ele
tinha inveja de meu pai, mas meu pai confiava nele. Ikeda descobriu a
coleo particular de meu pai na fbrica. E roubou o exrcito. Ele viu
que havia algum feitio que impedia que eles tivessem fora total. Ele
conseguiu tirar esse feitio, e comeou a usar os brinquedos para matar
trouxas. Assassinatos sob encomenda. Pense: que policial trouxa
acreditaria que um homem foi morto por um pequeno soldadinho de chumbo?

- E como voc descobriu tudo? 

- Meu pai me contou sobre os brinquedos assim que eu fui trabalhar com
ele. Eu suspeitei de Ikeda na hora. Depois de trs anos, consegui achar
as provas, e te contei.

- Ento, eu o prendi.

- Ele tentou acusar meu pai, lembra? Mas no haviam provas que ele havia
feito os bonecos. Ikeda foi para a priso de Fuji, e eu fiquei
tranqila. Mas eu no sabia que havia uma prova de que meu pai fizera os
brinquedos.

- Que prova?

- Um boneco, apenas um, chegara a ser assinado "D'Anime - Japo", esse
boneco fora citado por Ikeda, mas nunca foi encontrado. Eu no sabia,
mas Ikeda tinha alugado esse boneco ao Camaleo. Ele quem tirou Ikeda da
cadeia, achando que ele criara os brinquedos. Ikeda no hesitou um
minuto em aceitar um feitio contritus com ele, mas quando o Camaleo
descobriu que no fora ele que fizera os bonecos, ficou furioso.

- E como voc entrou nesta histria?

- O camaleo comeou a mandar corujas para meu pai. Ele ficou nervoso.
Eu ainda no tinha terminado nosso noivado, pensei em te pedir ajuda,
mas lembrei que voc descobriria sobre os brinquedos e meu pai acabaria
preso. Ento eu fui atrs do Camaleo e pedi que ele parasse de mandar
as cartas. Ele me imps uma condio para esquecer meu pai e destruir o
boneco.

- Ele fez um feitio contritus com voc tambm.

- Exatamente. E toda vez que eu estou na presena dele, fao exatamente
o que ele quer. E ele me usava para fazer contatos, at que mandou que
eu matasse um trouxa.

- Voc matou?

- No, voc impediu, aquele seria meu primeiro assassinato. Eu achei que
o Camaleo fosse me matar por isso, mas ele apenas mandou que eu fizesse
outro servio. E eu vim para Hogsmeade, matar Sirius.

- Bianca, voc percebe que voc pode ser inocentada? Voc no chegou a
fazer nada, feitio contritus  uma grande atenuante em casos de magia
negra... voc no matou ningum.

- Harry, eu vou dizer que fiz tudo de livre e espontnea vontade.

- Voc no pode fazer isso, Bianca!

- Voc acha que eu vou deixar meu pai ser preso?

- Mas ele  culpado, ele fez brinquedos assassinos!

- No entende? Ele no teve a inteno! E alm do mais, eu posso usar
outros argumentos, no vou ser condenada a priso perptua. 

- Bianca, voc no pode fazer isso!

- Harry - ela olhou nos olhos dele - se meu pai for preso, eu juro que
eu me mato.

Harry olhou o rosto decidido de Bianca Fall. Ele a conhecia o suficiente
para saber que ela dizia a verdade, tambm conhecia o pai dela, ele
jamais faria brinquedos com a inteno de matar pessoas. Mas no podia
deixar que Bianca fosse presa, ela seria julgada pelos crimes pela
comunidade internacional e fatalmente, seria mandada para Azkaban. Ele
tinha que dar um jeito.

- Bianca, voc tem o direito de dizer o que quiser,  sua vida... mas eu
vou defend-la no conselho, vou fazer de tudo para que voc seja
inocentada.

- Eu no sou inocente, Harry. Eu sou culpada de ter permitido que o
Camaleo me envolvesse. Deixe-me ir para a priso...  melhor que ver
meu pai condenado por algo que no fez por mal, alm do mais, eu sou
culpada de uma coisa... voc no se perguntou ainda como peguei a
aparncia de Willy? Quando vocs estavam em Las Vegas, o Camaleo
pessoalmente conseguiu roubar dela uma escova de cabelo para que eu
usasse sua aparncia quando quisesse... ele me entregou alguns fios de
cabelo dela. Quando estava vindo disfarada para c, no metr mundial,
eu a vi, eu sabia que cedo ou tarde, ela viria para Hogsmeade. Fiquei em
Londres dois dias, sempre bem visvel, ento, aparatei para c hoje pela
manh, eu queria que ela fosse acusada por matar Sirius.

- Bianca...

- Isso no foi por ordem do Camaleo... eu quis fazer isso, Harry. Eu
quis.

Bianca comeou a chorar e Harry engoliu em seco. Naquele momento no
havia mais defesa possvel para ela.

 

Os outros Aurors chegaram logo, ele a entregou para eles e ficou
observando enquanto ela era levada para o Ministrio da Magia, onde
aguardaria seu julgamento, dali a uma semana no conselho internacional
dos Aurors. Ele se ofereceu para fazer a defesa, o que Avatar Fernandez
prontamente aceitou, mesmo achando que ela no tinha condio alguma de
ser defendida. Acabou de assinar os papis de acusao e finalmente, foi
at a casa de Sirius e Sheeba. Eram j quase seis da tarde, ele no
dormia h mais de vinte horas, estava exausto, deprimido... mas queria
ver Willy.

Ela estava esperando-o l, e mesmo que ele estivesse exausto ele no
pode deixar de sorrir quando viu o rosto dela olhando para ele
sorridente.

- Como voc soube que no era eu, Harry?

- Vai pareceu ridculo, mas voc tem um jeito diferente de respirar,
principalmente quando est nervosa, e ela no sabia imitar isso... e
voc nunca tentaria me impedir de seguir em frente numa misso... o fato
de eu ter ajudado voc a arrumar suas coisas quando samos da casa de
sua av e ter visto que voc no tinha nenhuma veste preta tambm ajudou
um pouco, claro.

- Kakaka. Harry, voc no muda.

- Acho que no. Mas se eu continuar aqui, voc vai me ver desabar sem
nenhuma dignidade sobre esse tapete. Deixe-me dormir, e depois ns
conversamos.

Sheeba arrumou para ele uma cama enorme, no quarto mais quieto da casa,
tambm fez com que as crianas ficassem bem longe da porta. Ele estava
exausto, mas ao bater na cama e olhar pela janela o por de sol, no pde
deixar de ter pena de Bianca, que destrura seu prprio futuro, e
principalmente da famlia dela, que eram pessoas boas e dignas. Pensou
no que diriam Beth e Nara Zeth Fall, a me e a av de Willy, e pensou em
Bernardo, aos quinze anos, para quem a irm era uma espcie de exemplo a
ser seguido e finalmente em Daniel D'Anime, que podia ter evitado tudo
isso com um simples "no". Era melhor no pensar nisso. Ele pegou a
varinha na mesa de cabeceira e com um gesto simples, fechou as cortinas,
o quarto ficou na penumbra. Ele virou de lado e adormeceu quase
imediatamente.

Acordou sem saber quantas horas depois, provavelmente no meio da
madrugada, com uma sede abrasadora. Virou-se para levantar e viu uma
garrafa de gua sobre sua mesa de cabeceira. Quase imediatamente, deu-se
conta da presena de Willy, aormecida ao seu lado. Ele sentou na cama e
bebeu um pouco de gua. Era engraado como Willy em poucos dias
descobrira coisas sobre ele, como o fato de sempre acordar com sede
durante a noite. Olhou-a adormecida, o rosto tranqilo e em paz, e
sorriu. Era com ela que queria estar, era para ela que ele voltaria
todas as noites. Angus Stoneheart tinha razo. Bastava deixar o mundo do
lado de fora. Satisfeita sua sede, ele deitou-se aconchegando o corpo ao
de Willy, que mexeu-se no sono e suspirou. Ele sorriu e imediatamente,
adormeceu de novo.

- Ser que doze horas de sono te recuperaram, Harry Potter? - ele
acordou com a voz dela sussurando ao seu ouvido e riu.

- Voc sabe o que  aparatar toda a extenso do Oceando Atlntico? - ele
disse de olhos fechados

- Vinte mil, duzentos e cinqenta quilmetros?

- Como voc sabe? - ele disse arregalando os olhos

- No sei, chutei, kakaka!

- E eu ca nessa... a histria de minha vida, cair em piadas de minha
prpria mulher...

- Repete isso.

- Que eu caio em piadas?

- No, que eu sou sua mulher.

- No vou repetir o que voc j sabe... quer casar comigo de novo,
Wilhemina Fischer Potter?

- Fischer Potter ficou horrvel.

- Ento, use s o Potter

- Acho que vou usar s o Fischer...

- Ora, cale a boca e me beije, sua implicante...

 

CAPTULO 11 - O CONSELHO

        No mesmo dia, Harry recebeu uma coruja de Mr Sandman.

        "Ol, Vassoura.

        Estou em Londres, que tal? Voc no  o nico a conseguir desaparatar
de um continente para o outro, espertinho. Eu deveria realmente te
suspender por isso, se voc no tivesse conseguido pegar a cmplice do
Camaleo, salvar a vida de seu padrinho e ainda por cima sair desta
inteiro... bem, acho que voc fez bastante. Parabns.

        Mas ele ainda est solto por a, no  mesmo? Esse trabalho
aparentemente est longe do fim, mas vamos deixar isso para depois da
sua lua-de-mel.

        Vou te pedir apenas uma coisa: antes de se casar, voc vai precisar
comparecer ao conselho, nesta Quarta feira, s 18:30. Eu sei que voc se
props a defender a moa, mas duvido que ela escape desta, ainda mais
com o novo representante da promotoria americana, que tem fama de ser
terrvel. Eu imagino que voc tenha um bom motivo para defender esta
menina, porque se no me falha a memria, no achei nada no depoimento
dela que pudesse sugerir inocncia. Voc est me escondendo algo,
Vassoura?

        Bem, nos vemos no conselho. No se preocupe, l voc no vai precisar
cantar... voc vai me reconhecer logo. 

        At l,

                                                                                        M.S."

 

        Harry leu e releu a carta antes de entreg-la a Willy, para que lesse
tambm. Ela ento olhou-o aterrorizada, porque viu em seus pensamentos
porque Bianca Fall assumiria os crimes.

- Harry... ela vai ser condenada...

- Entende porque preciso defend-la, Willy? Voc faria a mesma coisa por
seu pai... mas o problema de Bianca foi que convivendo com o Camaleo
ela acabou perdendo a inocncia muito depressa. Ela queria te
incriminar... antes de entrar nisso, Bianca nunca faria mal a ningum.

- Harry... ela vai para Azkaban?

- Eu espero... atualmente Azkaban  melhor que a priso americana, para
onde provavelmente vo querer mand-la.  para isso que vou
defend-la... no quero que ela acabe em Oz.

        O conselho mundial de Aurors havia sido convocado desde antes da priso
de Ikeda e Bianca. O presidente era Avatar Fernandez, o Auror espanhol
que fora radicado na Inglaterra at assumir a direo da escola Europia
de Aurors, na Alemanha, que por ano formava apenas sete Aurors. Harry
fora o primeiro colocado em sua turma, e pela primeira vez, apenas um
ms depois de formado, se apresentaria ao conselho. Ele soube que o
representante americano tambm era um estreante, e que fora escolhido
por unanimidade para cuidar da acusao representando o conselho
Americano.

        O conselho estava reunido no pavilho negro, um subterrneo localizado
bem no centro da Frana. Harry foi um dos primeiros a chegar. Angus
Stoneheart acenou para que ele sentasse ao seu lado. Era bom , naquele
ambiente sentiria-se mais "pssaro novo" que nunca.

- Ento, voc conseguiu aparatar com aquela moto maluca - apesar da
costumeira cara sria, Stoneheart tinha um tom divertido na voz.

- Sim... ainda bem que cheguei a tempo.

- Sandman diz que voc esconde algum segredo.

- No. Conheo a famlia de Bianca Fall. Ela foi minha noiva... vou
tentar conseguir a pena mnima para ela.

- Empreitada difcil.  uma pena... linda moa.

        Em alguns minutos o salo fervilhava de aurors que entravam em suas
vestes negras por todos os lados. Repentinamente, um homem de quase trs
metros de altura, extremamente branco, de cabelo preto grande e espetado
e com um par de olhos negros e profundos, usando uma capa negra um
bocado esquisita sentou-se bem ao lado de Harry e disse:

- Muito prazer... - estendeu uma mo magra e branca para ele - Eu sou
Lorde Morpheus...

- Ah, ol, Mr Sandman...

- Ento, o que voc tem para me contar?

- Na verdade, nada.

- Seja l o que for, saiba que eu vou descobrir... cedo ou tarde.

        Avatar Fernandez finalmente entrou no salo e assumiu a presidncia.
Ele era um bruxo de pouco mais de 1,60, mas que andava to empertigado,
com sua cabea que lembrava a face de um leo, de cabelos grisalhos
cheios como uma juba que contratavam com a pele morena herdada dos
ancestrais mouros, que parecia pelo menos cinco a dez centmetros maior.

        Mr Sandman apareceu como por encanto do lado dele, enquanto que do
outro lado, Olho Torto Moody balanava a cabea censurando o
extravagante Auror. O primeiro a ser julgado foi Takeshi Ikeda. A
acusao foi feita por um auror Japons, o mesmo que cuidara do caso dos
brinquedos assassinos, e ele pediu a reintegrao de Ikeda  priso de
Monte Fuji, mesmo que os outros crimes tivessem sido cometidos em
territrio americano, porque ele fora condenado  priso perptua l
primeiro. A defesa ainda tentou argumentar com atenuantes... mas no era
muito fcil defender um bruxo j condenado  uma pena de priso
perptua, que fugira, mesmo que todos os crimes posteriores tivessem
sido cometidos sob feitio contritus. Em cerca de dez minutos, Ikeda foi
levado pelos Aurors de segurana, que substituiam agora os dementadores.

        Ento, o julgamento mais esperado do dia comeou. Bianca foi trazida
algemada, sustentando a bela cabea morena com um ar digno, que foi
interpretado por muitos como simples arrogncia e empfia... usava uma
veste negra rstica, que em nada diminua sua beleza, Harry olhou-a
sentindo-se ainda penalizado, tentado a expor todos os argumentos para
deix-la livre. Ela o olhou de longe, um brilho febril apareceu nos seus
olhos negros.

        Avatar Fernandez proferiu brevemente as acusaes: Magia Negra,
agresso a uma auror, uso indevido de poo polissuco, aliana com
criaturas proibidas (vampiros) e finalmente, tentativa de assassinato.
Ele deu a palavra ao promotor americano e Harry pela primeira vez viu de
quem se tratava, tendo um choque.

        Era Troy Adams. Ele levantou-se de forma rpida e enrgica, dando um
significativo olhar de desprezo para Bianca antes de comear as
acusaes. Harry perguntou baixo a Stoneheart:

- Desde quando esse sujeito se tornou um Auror?

- Desde o mesmo tempo que voc. O curso Americano forma em apenas trs
anos, ele o freqentou enquanto jogava Quadribol, tendo aulas extras nos
perodos de frias. Ele tambm fez o curso de luta de Alex Zandor, e se
retirou do Quadribol este ano, no auge da temporada. 

        Harry voltou os olhos para o americano, que comeou a falar num tom
frio e calculado, os olhos cor de mel cintilando de fria contida,
enquanto ia falando de Bianca.

- Esta moa... linda por sinal, esconde dento de si um demnio...
imaginem que ela foi capaz de assinar a confisso de seus crimes
friamente. Imaginem o quo traioeira seria se no houvesse sido pega, e
aqui abro um parntese para parabenizar meu nobre colega responsvel
pela captura - ele deu um sorriso em direo a Harry, que o encarou
srio, ele podia ver a nota da ironia na voz de Adams, no era um
elogio... era uma provocao - Imaginem quantos jovens este lindo rosto
arrastaria para a morte se tivesse tido oportunidade... temos provas,
temos a confisso... quem precisa de testemunhas? A nica testemunha
relevante de seus crimes  por ironia meu nobre colega que se props a
defend-la - e ele soltou novamente o mesmo sorriso cnico de antes e
Harry compreendeu porque ele e Draco Malfoy afinal haviam se dado to
bem - No preciso de mais argumentos para pedir a pena mxima, a ser
cumprida na priso Americana de Oz, sem direito  liberdade condicional.
- Troy sentou em seu lugar, e Harry pode observar que ele conquistara a
simpatia da maior parte da audincia. Harry passou a mo pela testa
involuntariamente, descobrindo a cicatriz, um segundo antes de
levantar-se.

- Bem... eu sou obrigado a discordar de meu nobre colega... embora
Bianca Fall seja realmente uma linda jovem, ela nada tem de mau ou
demonaco. Eu fui seu noivo por cinco anos, como devem saber os
presentes... e conheo-a mais que qualquer outro neste ambiente - Harry
deu um sorriso simptico - tanto, eu garanto, quanto qualquer um de
vocs gostaria de conhecer - um burburinho percorreu a audincia. Harry
olhou para Troy Adams, que o encarava srio de seu lugar. Voltou-se
novamente para a audincia e continuou:

        - Embora tenha supostamente cometido um crime em territrio americano,
ela foi presa na Europa, e como cidad da comunidade mgica europia,
tem direito a ficar numa priso onde o acesso de seus parentes seja mais
fcil. Ela confessou seus crimes... e o nobre colega da acusao no
proferiu uma linha sobre a nota em sua confisso em que ela se diz
totalmente arrependida. Eu no posso alegar inocncia... mas sei que
Bianca Fall tem direitos irrevogveis. E eu tenho provas disto.

        Harry tirou da manga a carta que guardara. Exibiu uma fotografia que
sara no dia seguinte da tentativa de assassinato do costureiro trouxa,
e chamou um grande perito em feitios, que no era outro seno o velho
professor Flitchwick, para depor. Com habilidade, Harry conseguiu fazer
o professor dizer que mesmo que o costureiro no tivesse sido derrubado,
pela trajetria do raio, no seria atingido pelo feitio. Mas um
murmrio percorreu a platia. Seguiu-se um debate entre Troy e
Flitchwick sobre o feitio avada kedavra, e sobre como ela poderia ter
errado sem querer, mas Flitcwick foi categrico ao dizer que daquele
ngulo, daquela distncia, ela dificilmente teria errado, a no ser que
tivesse a inteno de errar. Harry ento, passou para seu encerramento

- Como podem ver, o suposto crime em territrio americano no aconteceu,
pelo menos no da forma que foi falado. E a acusao de tentativa de
assassinato da minha pessoa naquele dia tambm  falsa. Bianca foi minha
noiva... ela sabe que tenho uma veste protetora e que depois que fizeram
um vodu para mim, fato que algumas pessoas souberam e devem se recordar
- disse isso dando um olhar hostil e significativo para Troy - eu nunca
saio de casa sem vesti-la, ela tambm tinha conhecimento que eu ca em
uma ocasio em um abismo de mais de dois mil metros vestido com a mesma
roupa e que portanto, cair de trinta andares com a mesma no me faria
mal algum... portanto, diante da falta de provas sobre crimes cometidos
em territrio americano, e fazendo valer os direitos irrevogveis desta
cidad Europia, peo como acordo que ela cumpra a pena mnima, no
presdio de Azkaban, com direito a visitas peridicas de seus
familiares.

        O juri do conselho se reuniu por uma hora antes de decidir absolver
Bianca pelas tentativas de assassinato do trouxa e de Harry e conden-la
por uso indevido de poo polissuco e tentativa de assassinato de Sirius
Black. Avatar Fernandez ento proferiu a sentena:

        - Por ter sido absolvida pelos crimes cometidos em territrio
Americano, eu determino que a acusada permanea por quinze anos, que  a
pena intermediria deste delito, reclusa na priso de Azkaban, com
direito a visitas mensais, mas sem direito  liberdade condicional ou
reduo da pena.

        Harry observou Bianca ser levada pelos guardas aurors, com um certo
alvio, era engraado ter lutado para mand-la para Azkaban, mas sabia
que Luc era muito melhor para prisioneiros como ela que os terrveis
espritos aterrorizantes que guardavam a priso de Oz. No conseguira a
pena mnima, nem o direito a condicional, mas ela pelo menos um dia
teria a liberdade...talvez, quando o Camaleo fosse pego, ela fosse
inocentada.

        Ele encarou Troy Adams, que devolveu o olhar com a mesma raiva contida
de antes... embora Harry tivesse encarado aquilo como um empate, sabia
que o americano achava-se na verdade derrotado. No era bom ter um auror
como desafeto, e ele resolveu apertar a mo dele:

- Bons argumentos, Adams.

- Boa defesa, Potter. Belos argumentos pessoais. Voc deve conhec-la
bem...

- Menos que eu conheo minha esposa... agora, com licena, preciso
voltar a Hogwarts. Vou me casar, desta vez "de verdade"... eu o
convidaria, mas a lista j est completa.

        Harry afastou-se sentindo o olhar raivoso do americano cravar-se em
suas costas...foi andando at Stoneheart. O conselho se dispersava, Mr
Sandman j sumira num volteio de capa, como era seu estilo.

- Acho que voc se saiu bem... j no podemos cham-lo de pssaro novo,
em breve teremos mais uma guia. Potter, essa garota tambm estava sob
feitio contritus, no estava?

- Porque voc est me perguntando isso?

- Porque voc no a defenderia se no acreditasse que pelo menos em
parte ela era inocente.

- No vamos mais falar sobre isso. Voc vai ao meu casamento?

- Lgico. No  todo dia que um parceiro se casa.

        Harry voltou-se para ver com surpresa que o carrancudo escocs estava
sorrindo. Ele sorriu de volta. Realmente, agora eram parceiros.

CAPTULO 12 - AS NOVIDADES QUE SEMPRE FICAM PARA O FIM.

        Antes do casamento, Harry foi visitar a me de Bianca, que o agradeceu
por t-la livrado de uma pena terrvel numa priso desumana, mais at
que Azkaban nos seus piores tempos. Ele prometeu que sempre faria tudo
que estivesse ao seu alcance para ajudar Bianca, e que se surgissem
novos fatos que a inocentassem ele seria o primeiro a recorrer. Saiu da
casa da bruxa com o corao mais leve, sentindo que finalmente fizera
tudo que pudera por Bianca.

        Aguardou em Londres por Willy, que tinha ido visitar av no deserto,
depois ainda foi at Carson solicitar as frias acumuladas ao Sr
O'Hourke, que a atendeu prontamente, ele tambm solicitara um ms de
licena e iriam ter uma lua de mel maravilhosa na Ilha de Sirius, onde
havia uma natureza fascinante e onde poderiam encontrar o Bicuo, que
ainda estava solto por l.

        Enquanto a esperava, procurou o arquiteto que fizera a casa de Sheeba e
fez um saque considervel no cofre que herdara dos pais para comprar uma
casa com vinte e cinco opes de decorao, aprendeu tudo sobre a casa e
armou-a nos arredores de Londres, para onde levou Willy assim que ela
chegou. Fechou-lhe os olhos e disse.

- No olhe. Vamos entrar em um lugar especial... ele girou a chave na
fechadura e abriu os olhos dela quando estavam na sala, sem decorao -
Bauhaus - ele disse para que a casa ficasse decorada com sofs fofos,
piscina interna, aqurio...

- Para que esse aqurio, Harry?

- Para ele - ele fez um gesto e apareceu um seburrelho na sua mo

- Siegmund! - ela abraou o seburrelho que comeou a cheir-la feliz,
enfiando-se no bolso de sua veste.

- Eu o peguei com Hagrid, foi um bocado difcil arranc-lo dele. Tem
mais uma coisa que eu quero te mostrar... Sheeba me aconselhou a manter
o sto sempre com a mesma decorao... eu queria sua opinio... - ele
levou-a para a ltima escada da casa, que subia em caracol at o sto.
Fechou novamente os olhos dela e guiou-a com cuidado pela escada acima,
at chegar aonde queria. Abriu-lhe os olhos e ela deu um grito.

        Estava diante da janela da sala de transformao de Hogwarts... e
estava de noite, a paisagem de Hogwarts conjurada refletia a lua. No
havia mais nada no sto, s a janela larga como uma varandinha.

- Eu achei que voc gostaria de levar Hogwarts onde fssemos...

- Harry...voc....eu...

- Shhh! No diga nada... quando estivermos aqui, eu prometo que no vou
te angustiar com meus pensamentos... foi muito difcil no pensar na
surpresa at voc chegar aqui, sabia?

- O Senhor O'Hourke me explicou o que aconteceu.... foi voc, Harry,
quando quebrou meu feitio de memria fez um esforo to grande para que
eu me lembrasse, que nossas mentes se ligaram, mas s pelo meu lado.
Isso deve passar em no mximo um ms...

- Que pena... eu estava gostando de ter uma mulher telepata.

- Palhao... 

        Ele sentou-se na janela e puxou-a para junto dele, pensando em quanto
ele sentira saudade de estar com ela ali... mesmo que ali no fosse
exatamente ali. Eles comearam a se beijar e ela repentinamente o
afastou, com uma cara engraada.

- Kakaka! Quer dizer ento que voc s teve pacincia para escolher um
tipo de decorao! Eu tenho que escolher as outras vinte e quatro.

- Oh, no, meus pensamentos me traram de novo...

---------

        Dois dias depois ele estava em Hogwarts, esperando os convidados do
casamento, ela estava se arrumando ajudada por Sheeba e Hermione, na
casa de Sheeba, que tambm providenciara a decorao, os convites e toda
a organizao da festa... todos diziam que ela levava muito jeito para
isso. A tarde caa alegremente sobre Hogwarts, quando comearam a chegar
coches encantados e carros bruxos, alguns convidados aparatavam alm dos
portes e eram trazidos por Hagrid, que dirigia um enorme carro
esquisito que ele comprara um ano antes. Harry estava curioso , porque
Mr Sandman prometera a ele que iria ao casamento com sua imagem real.
Ele queria saber como era o bruxo.

        Rony, que seria o padrinho do casamento, ajudava Harry a recepcionar os
convidados e ficou bem contrariado quando sua me chegou e tentou
ajeitar-lhe a veste:

- No tem vergonha, Rony? Um homem deste tamanho com essa gravata
amassada!

- Me... por favor... eu no tenho mais doze anos - olhou contrariado
para Harry, que ria.

- Certas coisas no mudam nunca, Rony.

- Muito engraado... olha quem est chegando...

- Ol, Draco! Oi Sue - Eles saram de um taxi mgico, acompanhados da
sua criada mexicana que trazia o beb.

- Nossa, Malfoy! Voc est com uma cara pssima!

- Tente trabalhar doze horas no ministrio da magia americano, sair trs
noites por semana para caar vampiros e aturar uma Van Helsing de mau
humor, Weasley - Disse Draco ligeiramente azedo

- Eu j te disse o quanto seu amigo Adams  detestvel? - perguntou
Harry para Draco, que deu um sorriso torto.

- A opinio dele sobre voc no  muito melhor...

- Quem  "Adams"? - Rony perguntou contrariado

- Ningum - cortou Harry antes que Draco dissesse qualquer coisa.

- Seus irmos esto chegando, Weasley... eles so bem populares entre os
trouxas... - Draco parecia estar com o velho esprito Malfoy.

Fred e Jorge chegaram em vassouras esporte "Gonden Arrow", um carssimo
modelo americano de ltima gerao, cada um trazia na garupa uma garota
loura, alta e peituda.

- Ol, Harry... finalmente voc se rendeu!! - Jorge comeou - Essa  Uly

- Ol - disse a garota, olhando espantada em volta, notava-se que era
uma trouxa muito trouxa - puxa, honey, voc tem razo... esse lugar
realmente  impressionante... quando vamos ver bruxos de verdade ? -
Harry, Rony e Draco se entreolharam.

- Vocs foram feitos um para o outro - disse Draco, falsamente

- Harry! - Fred tomou a frente de Jorge - Ento, nervoso? Essa  Cindy!

- Ol! - a trouxa peituda vestida de rosa deu um sorriso enorme - Voc
deve ser Larry Popper!

- Baby - Fred tentou consertar -  Harry Potter...

- Oh, desculpe... voc  que  o irmo de Freditcho que trabalha em
filmes de Cinema ? - ela perguntou a Draco.

- Poderia ter sido, se tivssemos sido trocados na maternidade - Draco
deu um olhar nada satisfeito para a garota, antes que Fred a arrastasse
dali - Uly e Cindy! Weasley, se no tivesse desenvolvido um senso de
considerao por voc diria que seus irmos transfiguraram Crabble e
Goyle em louras peitudas...

- Muito engraado, Malfoy, muito engraado.

Neste momento, um grande carro chegou e o Professor Flitchwick saltou
dele, cumprimentando todos, as irms Patil tambm apareceram, Padma
havia casado com um bruxo francs, e Parvati com Lino Jordan, que agora
era locutor da rdio bruxa. Os convidados foram chegando e Harry foi se
sentindo nervoso porque nem Sheeba nem o "celebrante surpresa" que ela
arrumara haviam dado sinal de vida.

- Quem  esse celebrante surpresa, Harry?

- Sei l, Sheeba no me disse... eu devia ter me contentado em casar em
Las Vegas...

- Oh. Sim, deve ter sido muito interessante, vem c, quem levou Willy ao
altar? - Draco parecia sadicamente feliz

- Um ssia gordo de um cantor americano.

- Sabia! Ningum casa em Las Vegas e escapa do Elvis...

- Ora, Cala a boca Malfoy!

        Severo Snape apareceu tambm, com a cara agora mais encovada, uma
aparncia sombria, cumprimentou Harry polidamente e foi sentar-se junto
 professora Minerva.

- Quem convidou o Snape, Harry? - Rony sussurrou

- Sheeba... ela disse que no fundo ele me admira, e gosta muito de
Willy...

- Qual o problema Weasley? Ele tambm foi ao meu casamento.

- Malfoy, voc obviamente no conta.

        Neville apareceu correndo, achando que estava atrasado. Harry o
tranqilizou e ele foi correndo sentar-se ao lado de Gina, que nesse
momento conversava com o novo professor de feitios de Hogwarts, que
substitura Flitchwick, que se aposentara no ano anterior. Sheeba
finalmente apareceu, policiando seus filhos que corriam pelo gramado, a
tarde comeava a cair e nada do celebrante aparecer. Os convidados j
estavam sentados nas mesas dispostas pelo jardim, e Harry permanecia
nervoso.

- O celebrante chegou? - Sheeba perguntou rapidamente a Harry, ela
estava como sempre vestida de azul, Silvia Spring a seguia por toda
parte carregando o filho no colo.

- No, Sheeba... ia ajudar mais se voc dissesse quem ele .

- Voc vai saber quando ele aparecer... eu j volto! - disse e
desapareceu.

- Quem  aquele armrio, Harry? - Rony perguntou assim que Angus
Stoneheart entrou acompanhado da mulher (uma bruxa ridiculamente baixa
se comparada ao tamanho do Auror) e seus filhos, ambos meninos.

-  meu parceiro, Angus Stoneheart.

- Ele no  muito simptico - Disse Draco de forma sarcstica.

- Oh, falou o rei da simpatia... - comentou Rony quase casualmente.

- Droga, Sheeba quer realmente me matar do corao.

        Neste momento, para espanto de todos, uma fnix veio voando e pousou
bem no ombro de Harry. Ele reconheceu Fawkes, e olhou adiante, esperando
que Dumbledore surgisse no porto ou em algum lugar. Como ele no
aparecia, Harry comeou a ficar preocupado, pois lembrava que o velho
bruxo dissera que quando Fawkes voltasse para Hogwarts sozinho....

- Ento, temos um casamento a celebrar? - Ele ouviu uma voz
inconfundvel atrs dele e virou-se para ver o velho professor de
Hogwarts, muito mais moreno que na poca da escola, com uma esquisita
veste que parecia africana.

- Professor! Ento voc...

- Eu mesmo, Harry, sou o celebrante - ele deu um sorriso bondoso,
ignorando a cara de espanto de todos que se perguntavam de onde ele
surgira. - Gostou das vestes que ganhei na minha viagem  tribo de
Clemenceau Motumbo? Tirei fotografias timas!

        Harry no teve tempo de perguntar mais nada, porque neste momento, a
msica comeou a tocar e a comitiva do casamento entrou. Sheeba,
Hermione (que nuvenzinha verde  aquela sobre a cabea de Mione?), de
madrinhas, A murta (!) de dama de honra e finalmente, de braos dados
com Sirius, que substitua seu pai, Willy, linda numa veste cor de
ncar, com uma grinalda e um buqu de flores de luz (isso
definitivamente  coisa de Silvia Spring! Essas flores s existem no
mundo das fadas!). Atrs deles, o pequeno Celsus, de cara emburrada,
trazia as alianas.

        No espere uma descrio da cerimnia, afinal, todas as cerimnias de
casamento so parecidas, mesmo as celebradas por Alvo Dumbledore.
Podemos apenas calcular que ele desempenhou muito bem sua funo, um
tanto rapidamente porque ele achava que aquele ponche que vira os elfos
preparando na cozinha devia estar realmente delicioso.

         Na festa ele teve oportunidade de falar com quem ainda no conseguira:
Carlinhos Weasley, ainda solteiro aos trinta anos, Gui e Fleur
Delacour, agora tambm Weasley, Percy e Penlope, que esperava o segundo
filho, John Van Helsing, que chegara atrasado e estava acompanhado de
Alexandra Wolf, para horror de Sirius, a quem dissera que gostava de
viver perigosamente. A famlia de Bianca Fall fora convidada, mas no
comparecera, por motivos bvios. Em qualquer roda de convidados o
assunto ainda era a priso de Bianca.

        Foi na festa tambm que ele descobriu que seria o padrinho do filho que
Hermione esperava... , a nuvenzinha verde era de enjo... gravidez de
bruxa, sabem como ...

        Finalmente, quando a noite caiu, ele percebeu que no vira ningum
diferente, concluindo ento que Mr Sandman no comparecera ao seu
casamento afinal... como ele estava enganado. Havia uma alegria mgica
no ar, uma alegria que lembrava a ele as festas de seu tempo de
estudante. Era bom rever os amigos, mas seria melhor ainda se partissem
logo para a lua de mel.

        Willy foi jogar o buqu e embora Sheeba tivesse feito planos para que
Gina o pegasse, quem acabou com ele nas mos foi Alexandra Wolf, que deu
um olhar significativo e apaixonado para John Van Helsing. Harry e Willy
trocaram suas vestes por vestes de viagem e iam subir na motocachorro,
quando Harry lembrou-se de perguntar a Sirius:

- Voc sabia que a moto  capaz de aparatar?

- Claro que sabia, mas voar  mais divertido. No esquea de evitar as
correntes das bermudas, lembre-se do que eu lhe falei... e aproveite bem
a sua lua de mel.

        Eles se despediram de todos e partiram, voando bem alto na direo sul,
rumo  Ilha de Sirius...

CAPTULO 13 - ESPEREM! AINDA NO ACABOU!

        Dias depois, Harry viu surgir uma coruja no horizonte. Era uma tarde
linda, ele acabara de acordar de uma sesta e Willy ainda dormia na
esteira ao seu lado. Ele abriu a carta e viu que era de Mr Sandman, "Com
certeza vai se desculpar por no ter ido a cerimnia..." - Harry pensou.

        "Ol, Vassoura.

        Vejo que voc no conseguiu me reconhecer... fiquei um pouco
decepcionado contigo. No faa essa cara de bobo... s porque eu tenho
uma identidade secreta, no significa que eu no possa ter uma vida
normal.

        , eu no deveria ter feito isso, provavelmente agora voc vai perder
um tempo precioso tentando descobrir quem eu sou... no esquea que mais
importante que isso,  descobrir quem  o maldito camaleo... teremos
muito trabalho depois dessas suas frias. 

        Volte para sua lua-de-mel...no  todo dia que se leva uma bonita
garota para uma ilha deserta.

        At mais,

                                                                        Mr Sandman"

        Harry olhou a carta intrigado... quem seria Mr Sandman?

        No teve tempo de pensar nisso nos dias seguintes, em que aproveitou o
fato de estar numa ilha deserta com a mulher de seus sonhos, seguindo o
conselho de Mr Sandman. S voltou a pensar nele quando recebeu uma outra
coruja, que trouxe uma carta que ele soube o que era sem olhar, sorte
que Willy estava dentro da casa, fazendo qualquer coisa. Abriu a carta
para ver o terceiro signo sinistro que recebia, com uma pequena frase
escrita embaixo:

"Venha me pegar"

        Abaixo de tudo, um pequeno desenho. Um lagarto. A marca do camaleo.

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fim.

        Fred: Jorge, j leu essa fic?

        Jorge: J, Fred, e no gostei... imagine que ela sempre pe a gente com
louras burras!

        Fred: U, dessa parte eu gostei...

        Jorge: E para que afinal de contas escrever uma fic pra deixar a gente
todo curioso...?

        Fred: Quem  o Camaleo?

        Jorge: Camaleo? Eu quero  descobrir quem  o tal do Mr Sandman...

        Fred: Vamos fazer uma aposta?

        Aline: Muito bem, vocs dois... parem de fazer apostas sobre a MINHA
fic.

        Jorge: Ah, , dona Aline, voc pode transformar a gente em dois
picaretas, colocar a gente namorando louras burras... mas a gente no
pode saber quem  o Mr Sandman...

        Fred: E o Camaleo.

        Aline: Ora, no encham meu saco, t, leiam a prxima fic...

        Fred: A, t vendo, t vendo? A gente nem pode apostar. Ela quer
obrigar todo mundo a ficar lendo, lendo..

        Aline: T legal, t legal... apostem a vontade, mas no deixem de dizer
para mim em quem apostaram... mandem uma coruja pra mim...

        Jorge: Coruja? Mas voc  trouxa!

        Aline (suspiro): ok, ok... mandem-me um e-mail: b.boop@uol.com.br...
no esqueam de dizer em quem vocs apostam... vamos ver quem acerta.
